
Vazio que dói, mas ao mesmo tempo é um vazio benéfico!
Sua alma está livre, seu corpo está leve, sua sua vida passa num filme em preto e branco.
Nada que viveu merece reprise, foi uma vida vazia, sem cores nem aromas, que valham serem lembrados.
Tudo foi uma agonia constante, uma dor sem limites, eram todos algozes furiosos e seu mártirio era viver e viver nessa lenta cena de horror. Os anos, meses e horas não faziam sentido nem tinha razão pra existir, lamentava o que viu, o que passou.
A semelhança com filme de horror era mera ilusão, os filmes perto do que viveu, foram amenos e suaves, todo o tempo que viveu penosamente, nunca fez sentido e agora aquele escuro, aquela solidão já eram amigos constantes e assiduos dessa megera vida que lhe cabia, respirar foi o que lhe restou naquela situação macabra viver.
Nesse momento esperava apenas luz, flores e orações, será que viria?
será que depois do depois tudo seria apenas paz?
Graça Tavares