quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Caixa de ilusões

É uma caixinha de sonhos, 
assim meio mágica, assim meio trágica.
É um universo de fantoches armados de solidão,
buscando felicidade.
É um ritual de deuses enfastiados,  criandos mitos, destruindo ritos.
É tudo uma bolha imensa, onde os sonhos habitam e inexistem,
fazendo a multidão ávida de ilusões enlouquecer.
Nessa magia de cores e mentiras avulsas, todos tem seus interresses: 
É o cafageste querendo se dá bem,
a carente em busca de amor, a virgem tresloucada querendo prazer,
o machista pilantra seduzindo as incautas senhoras aflitas.
 nesse vaivém as emoções mesclam os sentimentos, são todos apenas seres necessitados e carentes em busca da vida.
e ela se apresenta ali, cheia de atrativos e nuances loucas, 
numa intimidade publica e ao mesmo tempo única.
Nesse turbilhão de interresses múltiplos, alguns ganham, outros perdem ,uns sorriem, 
outros choram, mas o aconchego falso do monitor,  nas madrugadas frias e solitárias, 
os embevecem, os alucinam, eles partem nessaaventura incessante, buscando mais, querendo a perfeita ilusão real desse existir virtual de amores e dores.

Graça Tavares


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Marina

è densa toda saudade tua
É dura essa espera nua
                          
                              No vento gelado que atordoa,Marina te espera sem ousar esboçar sentimento algum,apenas espera.
Nesses  encontros desencontrados do amor, ela chora,  lágrimas secas e mudas inundam sua noite,
é ela agora a alma esquecida.
Após gemidos de êxtases e banhos de gozos extenuados, restou apenas a solidão.
Marina hesita em se exprimir, aos prantos, ela observa tudo a sua volta, sente que teu cheiro está no ar,
que tuas palavras carregadas de mentiras, ressoam no silencio desse vazio,
Mansa como uma gata, ela apenas se espreguiça e sonha...
sonha com os momentos plenos de ternura, com as tardes abarrotadas de paixão.
imersa  nessa languidez erótica, Marina clama tua presença, chora tua ausência,
é tudo tão claro, nunca existisses,eras  apenas uma miragem!
Nessa mania de fazer sombras, ela te criou, fez um semi deus despido de ilusões,
assim sua noite foi macia e trançada de fantasias.
Agora o sol vem sorrateiro, Marina sorrir, tudo não passou de um sonho!

Graça tavares

Furta cor

Hoje estou só...
Completamente só!

Tua ausência pertuba minha alma,
Teu silêncio fere meus sentidos,
E toda esse  misto de dor, solidão e perdas, me sufocam.,
Sou eu num espelho múltiplo
Onde reflexos de pessoas diversas se espalham na luz.
são vários eus, dentro do meu eu que se perdeu!
Estou num torpor sórdido,
num sufoco delirante,
ardendo nessa saudade que insiste em instala-se 
no meu ser.
Agora que toda gana de amar se foi.....
Estou na penumbra do que vivi.
A morte dos aentimentos, ronda a vida que restou.,
é azul ,lilás, verde ou violeta, nada é cor!
Tons sobre tons se fazem brilho
e aquela estrela é agora sombra perdida na galáxia
furta cor que apagou o amor.

Graça Tavares 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Paz



Vazio que dói, mas ao mesmo tempo é um vazio benéfico!
Sua alma está livre, seu corpo está leve, sua sua vida passa num filme em preto e branco.
Nada que viveu merece reprise, foi uma vida vazia, sem cores nem aromas, que valham serem lembrados.
Tudo foi uma agonia constante, uma dor sem limites, eram todos algozes furiosos e seu mártirio era viver e viver nessa lenta cena de horror. Os anos, meses e horas não faziam sentido nem tinha razão pra existir, lamentava o que viu, o que passou.
A semelhança com filme de horror era mera ilusão, os filmes perto do que viveu, foram amenos e suaves, todo o tempo que viveu penosamente, nunca fez sentido e agora aquele escuro, aquela solidão já eram amigos constantes e assiduos dessa megera vida que lhe cabia, respirar foi o que lhe restou naquela situação macabra viver.
Nesse momento esperava apenas luz, flores e orações, será que viria?
será que depois do depois tudo seria apenas paz?

Graça Tavares

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ele

Ele vem naquela sedução normal, vem sem dá mostras do que quer.
Apenas quer seduzir, dominar, atrelar todos em si, ele é um fantasma!
É um fantoche, achando que é o maestro da situação.

É apenas um ébrio sem rumo,
um amante sem amor,sem musa!
Ele na sua inconsciência consciente, resiste ao tempo, ferindo sua alma na mais profunda
solidão.Ele é quase nada,  nesse turbilhão de sentimentos que o corrói,
nem sente os anos que passaram, nem viu as luzes se apagarem.
Nessa sua rotina desmistificada ele é apenas ele...nada mais!


Graça Tavares

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Amanhã...?


As horas se arrastam...
O dia não é mais o mesmo, nada é mais nada!
Tudo ficou de outra cor, a vida se vestiu de tonalidades diversas,

 falta teu colorido.
No meu espaço falta teu sorriso, tuas mentiras,

as frases soltas e sem sentidos.
Hoje é apenas hoje!
Amanhã será uma incógnita, o depois nem sei se virá,
porque me falta você!
Falta teu olhar em mim, tua voz sussurrando: te amo!
As horas se arrastam e se perdem...
em meu dia que já não é mais o teu!
Porque hoje é apenas hoje!
Já não tenho mais graça, não sinto os sonhos no ar.
sufoco com teu silêncio, morro com tua partida.
Porque hoje é apenas um dia!
um dia cheio de horas mortas,

que se arrastam em busca dessa tua ausência sem limites,
desse teu desapego sem dor.
Toda tua fé se espalha e enlaça o silêncio,
todas tuas crendices são apenas faróis azuis, iluminando o trilho do teu adeus.
As horas se arrastam...
Meu dia não é mais o teu!

Graça Tavares

domingo, 9 de outubro de 2011

É mais um dia...


Um dia de chuva, uma canção ao longe...
Ela está dispersa, sem nenhuma pressa, a vida corre solta em sua volta, mas seus pensamentos correm soltos em outras buscas, em outros dias.
A casa reclama sua atenção, tudo tão desmantelado, pó em toda mobilia, louças na pia, roupas sujas,a vida enfim é assim, cheia de nuances e brechas, só ela não tem coragem, nem atitude pra mudar a sua vida.
É mais um dia e ela só pensa, só sonha nada mais, nem vê a hora passar, nem senti o apelo de seus próprios olhos em volta dessa desordem toda, apenas vaga pelos pensamentos, a epera da fada madrinha, do principe que não vire sapo, como sapos e principes entram nessa loucura? nem ela sabe. apenas quer um milagre, uma mensagem do além dizendo, é você a ganhadora de uma nova vida nessa vida!
Mas onde está essa fada matrona?Onde se enfiou seus desjos e ilusões?
È mais e só, um dia de chuva, tem almoço pra fazer, tem roupas sujas na máquina, tem casa bagunçada pra arrumar, tem uma rotina maldita gritando seu nome...tem uma droga de dia após dia, sem nenhuma emoção, sem fadas, sem principes e sem milagres!
A Canção calou se é hora de retomar a mesmice e tentar ou fingir que é feliz!
Laura está exausta, olha em volta e tudo tá tão igual, tão normal, que é até anormal.
Não ela cansou, ela vai sorrir, colocar um batom, tirar esses trapos e ser mulher!
com esses pensamentos ela se levanta e sai da sala, no seu quarto se depara com cama pra fazer, tudo um caos, ela finge não vê e abre os armários quer uma roupa diferente, bela pra levantar seu astral, nada... só trapos como ela é tudo sua cara, seu drama, sua merda de vida parada e sem brilho, não chega de tudo isso ela cansou, ela quer viver!
Laura sai ignorando o apelo da casa:
_ me socorre Laura, tô um lixo!
Ela olha e sem nenhum pudor responde:
_Eu preciso de mim, preciso de socorro!
E vai,,. sem rumo sem vêr as ruas movimentadas, lágrimas escorrem em suas faces, como chegou a isso, por que? Não sabe nem quer saber, só quer mudar ser feliz enfim!
Diante das vitrines Laura se encanta, são peças coloridas, belas e finas, ela nem se dá conta de tanta beleza exposta, entra sorrindo, sentindo o cheiro da mudança, da vida que a espera pra brilhar, ali tem tudo que precisa pra mudar o visual, compra belas roupas, sai de lá carregada.
Vai a um salão completar sua mudança e sai outra mulher, outra Laura, bela e elegante, mas dentro dela a Laura antiga se corroi, se esmaga, não é isso que ela quer , não é disso que ela precisa, ela sabe que a ausência dele a deixou assim, ele a destroi cada dia, cada minuto que se passa, e ele disse com todas as letras acabou!
Não ela não vai ceder a saudade, ela vai ser feliz custe o que custar, ele morreu é isso, ela o mata dentro de si, assim ela segue vai a um cinema, depois jantar fora, mas só simplismente só?
Sim, ela não tem amigas, ele não queria que ela tivesse amigas, ele a controlova a dominava e mentia sempre, até ela descobrir todas as mentira e farsas, ele é um crápula Laura e crápulas não são merecedores de amor, nem de paixão, só e apenas de desprezo!
Assim ela segue na rua iluminada, com o coração aberto e a alma flutuando em busca de uma nova paixão!

Graça Tavares

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tudo é nada


Toda essa incerteza atormenta.
Quantas noites insones, buscas em vão, brigas sem sentidos, uma agonia desmedida e totalmente descabida.
Gastou se perfumes, cremes, palavras, salivas a toa, porque nessa de se entregar, se doar tudo é assim uma mistura caótica, desmenssurada, absolutamente cruel.
Jogos de sedução, maquiagens, lingeries, velas aromatizadas, uma canção, petalas de rosa, vinho suave é tudo tão mágico e encantador, que nos alucina e vamos indo, caindo nesse sonho.
Mas a serpente espreita, domina, ela é certeira e feroz, não se espanta, nem se encanta com toda essa magia em sua volta, nada distrai sua atenção, ela sabe esperar e dá o bote, com maestria e crueldade, sempre ali sem ser vista, mas presente!
O amor esse sim é real, é sentido e vivido com intensidade!
Toda essa angustia se faz plena quando chega se ao fim.
Quantas lágrimas perdidas, lamentos e mágoas, palavras sem sentidos, perdão, voltas sem voltas.
Nessa de se achar num vazio sem o outro, tudo é nada e nada é sempre o tudo que restou!

Graça Tavares

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Reta


Dificil é entender toda essa engrenagem da tal vida
essa astúcia do destino,ou quem sabe a maluquice é toda dela,vai saber, são tantos tropeços!
A máquina vida não para e ela nem percebe que os sons se alteram, as cores mudam, é tudo tão sem graça, sem medida, não tem saida ela vai na mesma reta, sem curvas, sem entradas é apenas a reta vazia, fria e absolutamente sem graça, o tempo é duro e atravessa seus limites.
Ela só pensa em você, e toda hora é o mesmo ritual, mas a sina é viver a sombra da vida sem vida,
ela segue distraida sem chamar atenção, sem ser percebida, não percebe o que acontece em sua volta, porque sua reta a domina e a enleva.
Ela vive por viver e nada altera sua gana de continuar viva-morta, sem sombra, sem sonhos!E tudo tão normal na sua vida cheia de modos e modas antigas e antiquadas, que ela apenas resiste aos seus modelos fantasma.
Ela revive a mesma farsa todos os dias, esperando alcançar o final da reta sem curvas,sem emoções, apenas reta!

Graça Tavares





segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Em metamorfose...Vampiras


_ Ai jesus misericordioso, tenha piedade de mim que sou tão insana!
Cada dia , cada hora sou alguém! nesse meio tempo sou ninguem, essas nuances de personalidade vem e vão...Hoje sou forte, amanhã estou frágil!
_ Ah, como seria se a vida fosse um filme?
_ Quem seria eu? Que personagem eu escolheria ou me seria dado?
_ Hum, nada de especial com certeza! Mas eu representaria bem, isso sim,eu faria com perfeição
a moçinha, ser moçinha é fácil ela só chora e não faz nada todos a paparicam!
_ Não eu quero ser a vilã! Essa sim, tem personalidade, ela tem que armar pra se dá bem, a coitada sofre, rala e ainda é odiada!
_ Acho que nem moçinha nem bandida! Devo continuar a ser nada como sou!
Eta que coisa mais sem graça,vagar pelos personagens da vida, se bem que toda mulher é uma atriz nata, é sério isso! um dia acordamos, bela, fatal aquela pronta pra sedução! No outro somos a mãe, a carinhosa, aquela que acolhe, ama e dá bons conselhos! Em outros acordamos a megera. a bruxa cheia de garras pra destruir o inimigo, é pura tpm, coisa de sangrar, somos as vampiras,as mau amadas,as ciumentas e claro as traidoras infames! quem confia nesse ser tão instável, inseguro e metamorfósico? Sei lá, apenas represento todos esses papéis na mais pura perfeição, eu e todas as mulheres, porque somos o "sexo frágil", as loiras burras, as ruivas insanas, as morenas fatais e ninguem percebe a força desse ser tão desprovido de inteligência e astúcia. Bom pelo menos temos a vantangem de sermos todas em uma e uma em todas, sem contar que a indústria da beleza virou aliada indispensável, é silicone,chapinhas, botox, progressivas,cremes de ouro,acessórios de brilhantes e claro o "sexo forte" pra pagar a conta, ainda estamos em ascessão, porque hoje escacaradamente podemos ser presidentes, chef de cozinha, caminhoneiras, atrizes pornõs e por que não? Podemos, podemos e podemos!Mas tem ai um bando de concorrentes, então garotas se esmerem, passem duas vezes na semana no salão de beleza, cuide bem da manicure e não esqueça a depilação, ah as fragrâncias são essênciais, os machos são bons farejadores!
Ótimos mentirosos e ainda dizem que nós somos falsas!
_ Ufa, essas reflexões são apenas loucuras do cotidiano. E eu mais uma louca perdida nele!
Por hoje chega, cansei de ser a escritora ou melhor a que tenta ser!!!

Graça Tavares

sábado, 1 de outubro de 2011

Creio em nós...


Frustrações, vida após vida é esse o tema, é essa a negaçao!
viver é arte, morrer é o tédio da vida.
creio em mim, creio em ti, não cremos em nada!
Sou fragmentos de almas perdidas numa vastidão sem sonhos!
És tudo em mim que sou nada em ti!
Nessas incongruências desmedidas sigo sem rumo, rumo ao teu caminho que se abre em dobro.
Quando me aproximo de ti, sou apenas uma metáfora!
Eis me aqui agora de joelhos, flutuando em tua órbita, sou a gueixa, tua queixa diária.
És meu Czar, o tormento incerto dos meus sonhos encantados.
E assim, nessa fábula desconexa, seguimos além do nada em busca do vazio que habitamos.
Somos fuligens de uma nuvem de incógnitas presas aos cigarros que nas madrugadas foram tragados sem discernimento.
Somos tu e eu ateus na arte de amar, seres obsoletos e esquecidos por nossos próprios pensamentos desbotados. Nada mais seduz nossa pobre existência, quando esse ato existir é mera conveniência e nós rastejamos pra sobreviver a deuses esquecido como tu e eu!
Nosso Olimpo é decrépito,sem beleza, sem vida. Já que viver é frustrante, o que virá após?
Seus desejos não me consomem e eu aqui nesse labirinto de emoções esqueço tua vulgaridade.
nada mais somos,apenas flutuamos num azul sem cor.

Graça Tavares

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Assim


Assim numa noite quente, cheia de vida e calor,ele ligou ...dizendo com saudades, palavras lindas e ferinas. Ela ressabiada apenas ouvia tantas frases desconexas, ele é um eterno ébrio, não que tenha hábito ou vicio de beber nada que contenha alcool, é um ébrio de palavras e frases desconexas,é um insandecido melancólico e as vezes cômico, tem dias que ele pensa que é um pregador, outros em que é um garanhão ou um professor de todas as matérias, na verdade ele é um maluco e é tudo isso numa casca frágil e pequena, onde ele se julga um super heroi,
Mas voltando a noite quente e bela de primavera, com todos odores e cores da estação, ele diz pra ela que é o fim, fim que ela já sabia está, mas ele no auge de seu desvario, apenas queria gritar que ele determinou o final, o happy end, pra satisfazer sua mórbida loucura ela diz tá bom, é o fim, então ele recomeça do meio sem fim, a toa sem saber se expressar dizendo:
_ ainda te amo e não tenho ninguem!
e ela na agonia de se livrar enfim de toda sandice diz:
_eu não te amo mais e já estou em outra.
Pasmo, aflito e sem chão ele grita:
_ você é minha esqueceu?
ela sem graça diz:
_ não sou mais!
E assim a noite que era bela, permanece altiva e serena, na insanidade desses seres equivocados e afogados na incerteza de sentimentos óbvios.

Graça Tavares

SONHOS


Ouvindo a música ao longe, ela pensa pois é agora quem não quer sou eu!
trechos da canção, falam da sua vida recente, dos seus romances atrapalhados e cheios de loucuras!
Doce vida ao som de seu Jorge, Anas e Marias,que cantam e encantam, nesse embalo musical (porque pra fossa, dor de cotovelo ou sei lá como dizem hoje) nada melhor que uma boa trilha sonora,fica mais autêntica a "dor " e ela segue nesse devaneio alucinado,peito buzinando, amor e dor escorrem pelas faces em forma de chuva, chuva e fumaça embassam seus olhos cansados e seu estômago faminto, é fome de amor, fome de beijos, mas na real é fome de fome, um bom sanduiche cairia bem, ela nem sabe se ama ou desama, apenas sofre, porque é legal sofrer por amor, seu jorge aos berros diz: quem não quer sou eu! ela tambem não o quer mais, não seu Jorge, o traste por quem ela chora agora, com certeza amanhã vai chorar por outro, é sempre assim o bom de tudo é amar, é sofrer, tirando onda de paixão, porque o bom da coisa é fica em êxtase, é curtir o som com a emoção rolando,lágrimas,fotos rasgadas coração em frangalhos é bom viver!
_Daniela!!! põe a mesa!
ah seu sonho desmoronou, rotina sem graça,vida mais chata, mãe que berra toda hora!
_Daniela faz isso ,faz aquilo!
Nem sofrer em paz dá mais, sempre que ela encontra uma maneira de sonhar lá vem a vida lhe despertar.
_Tô indo mãe!!!tô indo...

Graça Tavares

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Buscas


Te procurei e vi apenas o abismo do teu vazio em mim,
e nessa incerteza de ilusões, o meu amor flutua nas palavras e assim é tudo tão incerto,
tudo tão irreal e absurdo, que seu olhar é mais que o sol, além de nós em nós.
E jogar as razões dos conflitos nos outros, é até fantástico e cômico, mas a distância é indecente e aflita, os problemas são apenas a relação que entremeia mentiras e falsidades, porque sempre soube que mentes bem, mas achava que era só por vaidade, sem maldades, agora consigo vê que é pura satisfação, o complemento de teu caráter, és mesquinho e cruel!
Usas com astúcia, quem está em tua volta, jogando sempre com os destinos, fraquezas e anseios de terceiros, nessa tua órbita de marionetes todos caem, porque nessa busca de ilusões, somos efêmeros e vulneráveis, e assim seguimos como zumbis nas tuas enganações e ardis, força é
apenas ficção nesse enrêdo de loucos famintos por idéias de paixões ardentes.
Sinistra essa tua maneira de querer me possuir, ativando um sentimento de posse absoluta e falsa, despertando onde não existe fagulhas, um incêndio ficticio, és apenas um bobo em extinção, porque os espertos estão no êxtase da vida plena de boas colheitas, buscando sempre o amor real e puro.
És apenas um fragmento solto no teu próprio espaço, uma miragem aos teus próprios olhos,
porque tua vida não te pertence vives na fantasia que crias a cada segundo e nelas perdeste a tua identidade,agora choras buscando saber quem és!

Graça Tavares

sábado, 10 de setembro de 2011

Viva o amor!


Tanta hipocrisia, falsidade, ela cansou de tudo!
Cansou de viver, cansou desse amor inútil que a atormenta, de todas as mentiras e fugas absurdas
cansou da vida enlouquecida que tomou conta dela, assim sem avisar.
Agora tudo a enoja, a faz vêr que nada do que sentia era real, puro ou verdadeiro, tudo era ilusão era vulnerável como a vida.
Hoje ela é apenas uma alma em desespero, uma frágil criatura, perdida nos desalinhos do seu próprio mundo, mundo perverso e maligno, que a arrastou sem piedade pra esse desfecho infame.
A água morna escorre pelo seu corpo, nem sente a delicia do momento, apenas se esfrega como se quisesse expurgar do corpo e da alma as caricias , os beijos que a fizeram feliz...feliz? Não nunca foi feliz, isso é sonho, fantasia e ela cansou de sonhar, agora quer apenas viver, se isso for possivel.
Vai nesse seu alucinante delirio, buscar sua identidade perdida, não sabe onde a perdeu, nem mesmo quando sabe apenas que era tão segura, tão forte e poderosa, mas mesmo assim se deixou levar, dominar por esse sentimento vazio, fùtil, nunca acreditou em romances, paixões, mas foi levada por esse jogo feroz.
Sem querer agora está novamente seduzida por lembranças doces do inimigo, que a deixou nesse tormento, O banho é seu alivio do momento, sua fuga do espelho que a espera, espelho que vai mostrar os olhos inchados e vermelho de chorar por aquele sentimento sem razão, coisa absurda e irreal, não ela não vai vêr mais essas marcas, nem vai sentir o gosto insálubre dessa malditas lágrimas, hoje é dia de sorrir e ser feliz, ela vai dançar com amigos, vai viver uma noite de pura magia e nada de sentimentos primitivos pra estragar sua festa, pra ofuscar seu brilho!
Hoje é dia de sair do casulo e enfim desabrochar, vai fazer outros amores nascerem.
e essa metamorfosse da vida é sua, seus cabelos e olhos ganharão novo brilho, viva o amor!!!

Graça Tavares

Loucura em bobagens


Existe sempre uma razão pra explicarmos ou tentarmos explicar nossas culpas e deslizes,
existe sempre um sol no nosso interior querendo brilhar, tem borboletas nas mentes e cores
da primavera invadindo nossos sonhos, mas nunca estamos cem por cento felizes!
Existe sempre um amor impossivel, um caso mal resolvido, são tantos empecilhos e desvios
que no final resta apenas cansaço,
São pedras; espinhos; mentiras, fugas,solidão e desespero e entre uma saudade e outra
vem os desvarios que nos deixam seguir, rumo ao infinito da loucura vida que nunca finda, nós é que partimos e essa partida é sem volta, depois resta apenas a solidão.
Existe sempre fragmentos dessas vidas perdidas no espaço, deixamos nesse vazio, enredos de amor e dor, sempre tem um ou outro que vivenciou das mesmas agruras e por essa e outras razãos, semi deuses existem!
Nesse pleno existir de dores e amores, seguimos sem lenço sem documento, entre um gole de sicuta escaldante e uma breja gelada, somos tudo em nada.
O inferno é logo ali na esquina, tem drogas, sexo e rock. Nesse passeio pela vida quem foi que nunca tropeçou?
Quem será tão puro e imaturo que julgará seu semelhante!
Isso semelhança é quase igual ou será mesmo igual? Com esse lance de clonagens e coisas de outro mundo somos todos um e ninguem é mais ninguem ou melhor, será que alguem aqui sabe de fato o que é e a que veio?Nessa de ficar filosofando sobre vida e outros lances. acho que me perdi e nem me dei conta da pressão, ouço samba, pagode e reap, tudo é tão natural, só os loucos ousam classificar, rotular e deixar marcas eu sou é sã! e ai quem não é?
Ah quanta loucura cheia de bobagem, acho que é melhor deixar por hoje esse meu devaneio!

Graça Tavares

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vinho ou sangue?


Uma taça de vinho, dois corpos quentes.
uma suave musica ao longe, lágrimas sútilmente escorrem pelas faces.
Um cheiro de avelãs no ar, chocolates espalhados nos cetins, rosas de um vermelho alaranjado
cobrem o cristal despedaçado. Sem rumo, olhar perdido no teto ele vaga entre a cama e a janela,
aquele liquido vermelho é sangue ou vinho? Na sua insanidade momentânea ele não distingue a realidade do sonho, sua mente embotada e opaca, apenas ouve o sussusrrar em seus ouvidos, a voz doce e amada a dizer:

_ acabou, hoje nos despedimos!
Isso não pode ser real, ali está ela na cama, tão linda, tão frágil a espera de seus carinhos, mas o que de fato ocorreu? ele não sabe, não tem noção.
Jamile chegou no seu decote azul, sensual como sempre, eles se amaram como nunca haviam se amado, o vinho presenciou o romance mais puro e verdadeiro que eles viveram, aquela cama de ferro antiga era a única testemunha dos orgasmos múltiplos que ali se deram e eles nunca diziam muito, apenas se amavam, era um amor antigo e já se desgastando, o erotismo do começo fenecia e toda a aura mágica que envolve os amantes estava turva, só ele não via e não queria aceitar. mas ela tinha planos e queria sair dessa mesmice, queria mais e mais, queria viver!
Foi seu erro, sua sentença, ele embriagado de amor cego pela dor e extasiado com o vinho
quebrou o vaso com as belas rosas que ela tanto admirava, e esse mesmo vaso cedeu um caco
de seu cristal pra perfurar seu corpo macio,  ao retirar a vida que pulsava com tanta gana de viver, Jamile não reagiu, apenas estremeceu e ali derramou todo o brilho de seu olhar, agora ele não tem certeza se o liquido vermelho que escorre pelo chão, é sangue ou vinho!
Ele atônito fala com o corpo sem vida que está na velha cama, e diz com palavras sem nexo do seu amor, da sua paixão que naquele instante sangra, o barulho das sirenes e os passos apressados que vem ao seu encontro não o fazem vê o que de fato sucedeu, ele quer apenas beija la, os homens do resgate pegam o belo corpo sem vida e ele a segurar a taça não sabe, nem vê as algemas que o prendem a um desconhecido, só enxerga as algemas da alma e ouve a voz de Jamile dizendo:

_  acabou é essa nossa ultima vez!

Graça Tavares

Silêncio do Amor

E terminou o dia, nenhuma palavra ou gesto.
Passaram se as horas cheias de angústias, lágrimas escorreram, remorsos e perdão se chocaram.
Num arrastar lento e amargo a solidão se instalou, se fêz senhora nesse caos de sentimentos.
Nenhum toque, nenhum grito rasgando a dor pra dizer eu te amo!
Esse silêncio fere, machuca.
E toda a dor da saudade se esvae numa espera vã.
Nada de oi, nenhuma palavra de consolo ou de escárnio.
Começa a noite cheia de sombras e lembranças, caricias esquecidas pelo corpo latejam,
os poucos beijos trocados se revelam ardentes nos lábios.
Madrugada vazia vem atormentando suas preces e pedidos
Vagando nas nuances do que foram, perdem se nesse labirinto de emoções.
E todos os lamentos ecoam pelos vazios do silêncio desse amor partido.

Graça Tavares

domingo, 4 de setembro de 2011

Vinganças


Nada mais cruel que um coração magoado, ainda mais se é mágoa de amor!
É, Mágoa dessas que ficam impregnadas no corpo e na alma, muito mais na alma que no corpo.
Assim se viu a pobre menina, só, vazia e magoada!
Não, isso não vai ficar assim! Vai ter um troco, a revanche, a grande vingança, de que forma? ela não sabe, não tem idéia, mas quer a todo custo se vingar do crápula e assim cresce em seu peito a dor, misturada ao ódio que a corrói. Nesse mesmo peito que um dia se encheu de ternura por aquele homem desenhado nos seus sonhos, aquele homem que jurou amor, dedicação fêz promessas, fêz carinhos intensos em seu corpo e no seu ego, depois jogou ao vento todas promessas e desejos, deixando a sem rumo, sem direção.
Ele é mesmo um cruel e amargo fantoche do destino, esse destino que a deixa sempre na mão, quando ela pensa está segura, forte e vencendo, ele vem e a joga na mais obscura solidão, só que desta vêz tem algo concreto, palpável, ele pra ela se vingar desse senhor estranho, imprevisivel e sádico, o tal destino! Ele tomou forma, criou corpo e abraços em seu corpo e agora ela o pegará de maneira sutil e tão cruel como ele mesmo fez com ela, nada a impedirá de efetuar seu plano.
Não, apenas lágrimas molham seu rosto ela sabe que é frágil, que é apenas uma garota solitária nessa noite fria, sem estrelas brilhantes tá tudo tão opaco e vazio.
Seca com o vento seu rosto e decide, vai sim tornar real essa desforra, será sua gana pra viver ou tentar continuar vivendo, assim segue nessa noite fria, mas seu corpo nem sente mais o frio, seus olhos captaram o briho das estrelas e ela segue noite a dentro cheia de sonhos e calor, sua alma está repleta de desejos impuros e sagazes, ainda nessa madrugada tudo ficará lilás.

Graça Tavares

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ele


Ele achava que era seu tudo, sentia no seu intimo que ela dependia dele
e ela deixava que ele achasse, era conveniente.
Ele se sentia dono da situação, dono da vida que ele achava lhe pertencer, pura fantasia!
No fundo ela não precisava dele pra continuar sua saga, pra satisfazer seus desvarios, nada tinha razão
ou fazia sentido pra ela, era tudo tão fugaz, tudo tão normal, acorda lo em plena madrugada, exigindo sua presença, mesmo que fosse apenas sua voz, ela exigia, ordenava e ele a obedecia. Achando que era dependência, era carência, nada o fazia vêr que ela era quem ditava as regras, que ele era o simples lacaio.
Nesse seu orgulho masculino, o ser que "domina" ele seguia exultante, ela sua preciosidade, tão frágil, tão menina carinhosa!
Nem se dava conta das verdades que estavam expostas, seguia em sua cegueira habitual, achando que era o todo poderoso salvador dessa criatura débil e meiga, nesse seu delirio, não percebeu um outro chegando sorrateiro e tomando seu espaço, ele não sentia nem via o perigo rondando, era apenas ele o centro daquela vida, o professor mestre de todas as artes daquela menina-mulher perigosa, armada de charme e sedução, louca em pleno cio insano, ela o subjugava na cama, fazia dele seu rei nesses instantes de prazer absoluto. E ele reinava ali como se fosse o czar, o sultão mais apaixonado, o barão alucinado de tesão, se entregava a todas exigências e" carências" da Lôba faminta que o sugava, e nesse espaço de ternura e entregas ela o levava onde queria, mas cansou já havia extrapolado todos os limites, explorados todas as possibilidades de armar suas histórias e manobras, agora ela o via como passado!
E assim como chegou, sorrateira e mansa se foi... Quando ele se deu conta, ela já havia escapado, seu desespero se espalhou, entre lamurias e perdão ele a buscou nos becos escuros, noites e noites nos bares, agoniando em seu desespero. Onde ela estará, com quem e como? se ela dependia dele, ele era seu mundo a razão daquela frágil existência? Mas quem deixou a lacuna foi ela, quem partiu foi essa alma ingrata e nessa insanidade controlada por desejos ocultos e um coração despedaçado, resta apenas o vazio da solidão.
No silêncio de uma bela noite de sonhos ele sai em busca de seu desejo, e em um desses bares da vida a vê linda, exuberante na fragilidade doce da feminilidade que a envolve, excitado e aflito corre ao seu encontro, e eis que a vê em outros braços, outro nesse momento a envolve com carinhos e atenções, mais como?Como pode ser se era ele tudo pra ela?.

Graça Tavares

domingo, 28 de agosto de 2011

Fantasma


Ao som de Maria Gadú lágrimas escorrem em seu rosto,
é o fim! Fim do que nunca existiu, ele não e era e nunca foi nada em sua vida, foi apenas um desses esbarrões que acontecem numa dessas tardes infernais.
Mas ela não vai, não quer e nem pode sofrer por ele, ele nem existe!
Isso mesmo, ele não é nada, não é ninguem é apenas um numero no seu celular, um vulto no seu mundo virtual, ele, ele, ele!
Mundo virtual, lá do nada ele surgiu e se apoderou de suas noites na tela, disse frases desconexas, sem sentidos que no momento ela queria ouvir, fingia se divertir, mas agora lágrimas escorrem em seu rosto,e ela não vai chorar por ele, pelo nada que ele é!
ele é apenas um fantasma virtual, e lá existem tantos fantasmas, fantasmas cheios de amor pra dá navegando em sua busca, por que lamentar essa partida?
Precisa se recompor e comemorar, novos amores estão a caminho e ela poderá navegar nesses corpos, sentindo emoções que com ele não sentiu e jamais sentirá.
Assim se refaz coloca um belo sorriso nos lábios, retoca a maquiagem, apaga do seu celular o numero dele, exclue do seu mundo virtual aquele vulto, deletando da sua vida esse-nada-fantasma.
E ao som de Maria Gadú sorrir,afinal Fantasmas não merecem lágrimas.

Graça Tavares


Indecisão


Aquele remorso a corroia, todo esse turbilhão de sentimentos a atormentava.
Como era dificil viver assim, por que tinha que ser assim?
às vezes ela se sentia louca ou será que loucos são os outros? Vai saber, se no fundo o mundo é mesmo um grande hospicio!
E ela se achava inteligente, esperta e astuta, achava que nunca, nunca seria assim com ela, o que via em sua volta era coisas de outras vidas não da sua, lêdo engano, foi sem perceber, quase sem querer que se viu nesse lance, nesse romance desconexo, foi uma brincadeira, era só pra provocar e vê sentir, seu poder de sedução e de repente lá estava ela num "triângulo amoroso". Amor nesse lance não se encaixa!
No primeiro encontro foi um misto de euforia, prazer e remorsos, no segundo rolou uma adrenalinazinha diferente, seus dias sem ele eram desespero puro, ligações a todo instante, mensagens sem limites ambos se achavam pseudos apaixonados, ela o necessitava como o ar, mas o ar se sufocava com tanta carência e aos poucos, ele percebendo sua angustia de ama lo a deixava numa agonia sem compasso, deixando a sofrer num tormento lento e continuo...
Com o tempo ela foi sentindo que na verdade não era amor, não era paixão e sim uma fuga, ele nem amado era muito menos desejado por ela, o sexo com ele era sem graça, não havia um tesão explosivo, era água com açúcar, arroz com feijão, nem prazer ela sentia com ele,nunca chegou ao orgasmo, apenas fingia bem. E vendo que tudo começou pra testar sua curiosidade, pra sentir seu poder de sedução, na verdade tentou fugir da rotina de um casamento descolorido, mas que na cama, na hora do sexo tudo fazia sentido, seu marido a completava ele a fazia gemer no orgasmo pleno, era um tesão inebriante!
Mas então por que o amante?
Isso a atormentava, não fazia sentido, não tinha razão, por que?
Não ela não quer respostas, ela sabe o vazio que vem com elas.
As vésperas de um novo encontro , ela se desespera não quer mais isso, mas ao mesmo tempo sente medo, um medo terrivel de acabar, não é um medo concreto é medo do vazio, esse vazio que a pertubava tinha tudo e ao mesmo tempo nada!

Graça Tavares

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Amantes


Numa dessas noites quentes e abafadas mais de uma nostalgia plena, tem mais encanto que uma noite de saudades, saudades boas? ( se é que tem saudade boa,porque saudade é saudade) vou nesse enlevo de recodar e me pego na doce sensação que estais ao meu lado, sou nada
aqui diante da tua ausência, sou lamento, sou dor gritando teu nome.
Nas longas noites que te esperei, ousei sonhar, uma vida cheia de sonhos, sonhos banais, onde nós erámos donos absolutos dos nossos destinos, faziamos macarrão com ovos, pavês de framboesas e riamos de tantas coisas sem nexos, erámos apenas felizes!
Você, uma vida à parte, um sonho meu!
Eu, outra realidade um sonho teu!
Ambos fomos únicos nessa fantasia, vivemos dias, noites e tarde inteiras de prazer, tivemos por segundos, momentos densos um ao outro, nos perteciamos sem nos pertecermos, e como diz a canção:" Você foi dos amores que eu tive o mais complicado e o mais simples pra mim" Mas como toda boa canção é apenas melodia, nós fomos uma doce paixão!
Agora nessa noite quente tua ausência dói e o silêncio de tua voz consegue abafar as vozes do salão, o tilintar das taças cheias e vazias, não superam teu silêncio, morro a cada minuto que não te sinto.
divagando nessa solidão de tua boca na minha, de teus afagos no meu rosto, sofro com a partida e ainda te necessito aqui, sei que tua vida não me pertence nem teus carinhos plenos são meus!
Assim como a minha não é de tua posse, nem nossos beijos podem serem vistos,apenas amamos o impossível numa distância dilacerante e nesse amargo da solidão somos agora amantes despidos de amor.

Graça Tavares

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

E restou solidão


Depois do adeus ela se sente livre, livre?...Não ela se vê só, apenas isso!
e não sabe o que fazer com essa solidão que vem chegando, com esse medo do escuro, dos trovões, medo da tempestade que se forma em seu intimo, por que essa história foi pra esse lado?
Por que seus anseios sempre a levam a destruir tudo o que mais quer? Não sabe, não tem a resposta, não tem o dom de entender sua própria natureza, ela se vê outra vez na mesma praça, na mesma cidade perdida no meio de tantas pessoas, mas absolutamente vazia, solitária!!
E tudo o que deseja é fugir, fugir pra onde nada seja ou lembre esse amor, mas não pode, vê lá num canto da cômoda a fotografia deles rindo felizes, ah que riso lindo ele tem, que boca sedutora,
os olhos são sonhadores, amáveis, ela ainda o ama, como o ama mas depois do que disse pra ele, sabe que não tem volta, maguou o demais, é sempre assim ela começa e não para
diz tudo o que vem na boca, nem pensa ou pondera, de seus lábios jorram barbaridades e ela as diz sem cerimônia, sem pensar, dai ele não suportou e se foi...
Agora naquele final de tarde ela reflete entre lágrimas as dores de toda sua consciência, de todas as suas infantilidades sem nexo, tarde demais ele não volta!
O trem já partiu e seu apito longo e dolorido o levou, levou o pra sempre ,
porque eles são ambos orgulhosos, ela não o procurará e ele nunca mais voltará, agora tudo o que lhes restam e a solidão entre os dois, talvez lembranças e lágrimas os façam pensar numa volta, talve!
Tristeza e dor são o que lhe restam, hoje ela sente o frio do silêncio que ficou,silêncio dos risos dele, da voz suave chamando seu nome, das borbulhas de vinho nas taças,e eles brindando a felicidade, felicidade que se foi junto com seu amado, ela se joga na cama e seu pranto corre, seus soluços ecoam no vazio que restou, só vazio,apenas vazio nessa alma sem amor.

Graça Tavares


terça-feira, 9 de agosto de 2011

O ônibus


Tudo era um enigma sem nexo talvez, mas ela sabia que isso a deixava feliz, envaidecida.
Enfim vivia outra vez, mesmo que fosse por um minuto, uma fração de um tempo que estava escasso pra ela, aos quarenta e três anos não sonhava mais com paixão, amor e romances.
No ônibus todos os dias aquele garoto a olhava, a devorava com o olhar, ela sentia ele, comendo a com os olhos, mas achava que algo de errado ele via nela, nunca imaginou nada além de ter um que de estranho e ele observa la por essa razão.
Só ontem ela leu nos olhos dele o desejo, viu neles refletido aquele brilho, aquele fogo e ele nem tentava disfarçar, meio encabulada e envaidecida ela se retraia. Ele sentou do outro lado um pouco mais atrás e assim, ela sentia seu olhar queimando a, chegou sua parada e ele ficou olhando a como um bobo,  tentou sorrir ou balbuciar algo, mas foi só, ela desce e ele pela janela observa seu caminhar.
No dia seguinte tudo igual ela entra no ônibus ele também, a cena se repete, não trocam palavras nem mesmo olhares, mas ela sabe que ele a deseja e ele sabe que ela sabe. Outros dias seguem e eles os amantes seguem no silêncio que os tornam únicos nessa entrega sem toques, sem palavras, apenas essa emoção os domina.
Numa bela quinta-feira ela entra no coletivo e ele não está, disfarçadamente o procura com o olhar nada, hora do ônibus partir,  seu coração aflito chora a saudade, quando seus olhos ávidos o avistam do outro lado da avenida, correndo pra chegar a tempo, tarde demais o carrasco sai sem piedade levando as esperanças dela,  deixando o desespero dele. No dia seguinte ela capricha no visual, se esmera na roupa, no batom mais escuro, os cabelos mais modernos, clareia  os , faz um  corte atual, chega no ponto como se fosse ao primeiro encontro trêmula e ansiosa, minutos depois ele chega, entra na fila, não a viu ou melhor a viu de costas e não a  reconheceu, olha em volta e pensa mais um dia não nos veremos, entram no ônibus, ela caminha ao seu lugar preferido e espera por ele, quando ele a vê se encanta e dispara um oi, ela tímida e nervosa responde. Seguem naquele sacolejar do coletivo ao som das vozes diversas narrando histórias múltiplas, ela chega ao seu destino e ele diz tchau, flutuando ela responde.
Todos os dias aquele encanto mágico se repete entre eles amantes apaixonados ,amantes de um amor sem entregas, mas de uma paixão sem limites, paixão de sangrar a alma, ela o ama desesperadamente ele a deseja com todas as forças, mas ambos tem medo desse amor e apenas seguem nesse espaço que pra eles é sagrado é eterno. Mais uma tarde, outra vez o ônibus, outra vez o destino cruel que os leva ao devaneio de se possuírem além dali, além de tudo, mas são eles efêmeros nessa existência apenas sonham nada mais.

Graça Tavares

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Poema


Agora nesse exato momento o poema se apagou!
Ela se deu conta de que nada tinham em comum,
eram em tudo diferentes.
A beleza do primeiro encontro está borrada,
o frescor daquela primavera se perdeu, nem lembranças boas ficaram.
Agora nesse instante os poemas não lhe dizem nada.
Desgarrada desse drama ela se perde em conflitos interiores, já não pertence mais a essa farsa.
Por absoluta falta de compatibilidades ambos ofuscaram seus brilhos, suas vidas eram nada diante de toda guerra de nervos, ela afoita e instigante, ele completamente desnorteado se perdia em meio aos desabafos inconstantes e sem nexo dela!
O único momento de completo entendimento era na cama, lá eram dois selvagens sem escrúpulos, sem medos ávidos de desejos se entregavam sem pudores, insanos e aflitos nem refletiam apenas se sugavam, se amavam como se sempre fosse a ultima vez.
Ali entre pernas, seios e beijos, toda a magia se esvaia, o céu era azul, os dias cheios de luz e aquele encanto durava o mesmo que o orgasmo, era o tempo necessário pra se extasiarem e voltarem ao diálogo sem nexo, sem travas.
Tudo neles era além, além da paixão, além da razão. e nesse além se perderam
buscando o algo que os apavora,desejando mais sempre mais e nem eles sabem o que é que buscam!
Agora nessa agonia eles querem de volta a paixão, querem o tesão na pele arrepiada,
e ambos tremem na abstinência dos corpos sedentos e famintos, no desejo que os consome gritam por amor, querem de novo se entregarem e descobrirem nessa entrega cada desejo dos seus corpos, cada sensação recôndita e nessa entrega proibida, desmedida todos os desejos reprimidos, coibidos serão satisfeitos, todas as cobranças serão supridas e nesse penetrar de almas os corpos devorados e saciados queimarão de êxtase!

Graça Tavares


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dor de Amor


Nesse exato instante ela constata o fim, relutando entre o sonho e a realidade,
hesita numa agonia lenta e discreta, tudo o que quer é achar o chão que escapou dos seus pés,
é se encontrar frente a frente com a vida que deixou fugir do seu controle.
Nesse desatino, ela força seus pensamentos a não irem em busca dele, não quer se deixar levar por emoções, nem pensar nos carinhos falsos, nos beijos infantis e sem gosto, nem se quer sabe como entrou nessa paixão insensato, como se envolveu num amor sem graça, sem romance, era tudo tão pela metade, tudo tão fugaz, ele nem era o homem dos seus sonhos, nada nele a atraia, por que diabos se deixou levar?
Ah mas ela sabe porque, ela sabe como entrou nesse enredo maluco, foi pra esquecer seu grande amor, foi pra fugir da dor da perda do Renato, nessa amargura ela se perdeu buscando ele em qualquer um, tentando encontrar seus abraços em outros braços, buscando sua boca em outras bocas e ai varou madrugadas em outras camas, fez sexo ao invés de amor com outros, pensando nele, e nenhum chegou aos seus pés, nenhum a amou como ele, .nem a possuiu com a mesma intensidade.
Ela o conheceu dias após Renato partir, ele era doce, meigo e compreensivo, até lembrava com palavras e gestos seu Renato, ela agarrou se a isso como se agarra numa enxurrada a única tábua que resta, pra não morrer afogada e nessa falsa esperança de salvação, ela sufocou seus anseios nessa coisa maluca, que ambos chamavam de amor, foi ai que todas emoções vieram a tona, paixão, medo, ódio, mentiras e farsas completaram essa situação, mas nada , nada supriu a saudade, a falta de Renato ela agora chora a perda, chora o fim,  mas não é o fim desse amor insosso, desses beijos infantis, das transas apressadas de finais de tardes, o que ela chora mesmo é a falta que Renato faz, é a saudade que ele deixou, é o aroma do seu perfume que está impregnado em sua alma,  toda essa dor é por causa do seu grande amor ... Renato.
Mais ela sabe outros amores virão e outras dores também...mas só ele seu encantado amor a salvará dessa dor.

Graça Tavares

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

...Restou apenas a dor


Meio ou quase que perdida, ela já não sabe o que quer falar nem o que pensar
só sente uma solidão terrível, um medo do desconhecido ou conhecido.
Absolutamente só, a beira do desespero ela não tem mais esperanças, nem fé, essa sempre faltou nela. Está confusa, perdida nenhuma palavra ou gesto lhe dirão coisa alguma,  não é mais um estado de espírito já é um espírito sem estado ou casca.
De repente percebe que nada vale a pena ou faz sentido, pra que tantas fórmulas ou invenções?
de que vale os investimentos, as descobertas científicas?
Se os seres humanos não passam de um amontoado de carnes perecíveis?
Pra que correr atrás de grana, de sucesso, de fama se tudo é ilusão e nada disso os fará eternos?
Ela chora, cada lágrima que cai é uma história, cada história uma dor!
Sem conteúdo, sem forças ela carrega na alma toda angústia da vida, toda mágoa de seus amores desfeitos, amores mau vividos, mau amados, vida mau resolvida.
Vida, vida não é isso é algo mais sublime, mais intenso, vida é coisa de brilho, coisa de cores.
Viver é ter vida, isso ela não tem nunca teve, tudo foi só desespero, abandono, bofetadas, mas ela quer sair dessa tristeza e não importa como tudo o que ela deseja é viver, sem medos sem covardia,porque covardia é pra pobre de alma , pobre de fé, hoje nesse instante ela é a luz do seu existir e não quer mais saber de dor, não sentirá mais saudades nem terá solidão!
Ela agora sabe, não perdeu nada quem se foi é o perdedor, é quem não teve coragem de possui la ,quem não foi suficiente verdadeiro pra viver seu amor,portanto pra quem partiu restou apenas a dor.

Graça Tavares

sábado, 30 de julho de 2011

Letras, palavras... torta de morango


Nada fazia sentido, ela estava absolutamente só!
mais uma vez só!!!
Aquela paixão absurda, acabou, o encanto quebrou, era mais uma ilusão e ela não entendia o por que de tudo isso,não queria na verdade entender porque se cansava tão fácil dos amores, e essas crises de melancolia a atacavam sempre após a descoberta de que não era amor, nem paixão o que sentia e sim ilusão!!!
A boca seca, os olhos perdidos no inicio de tudo, era ela e aquele sentimento invadindo seus espaços, suas entranhas, depois aquele vazio absurdo corroendo sua alma.
Nada fazia sentido, se repetia e agoniava nessa repetição, solidão é sempre quem volta, os amores
esses se perdem na mente e no tempo, nunca a querem de volta ou ela não os quer, nem mesmo sabe quantos amores já teve, nem quantos ainda terá.Amar verbo pra ela inconjugável, amor é um simples ato, apenas quatro letras, uma palavra... o que será amor mesmo?
Já passaram horas, meses dias e anos e ela ainda vaga de amor em amor, como borboletas esvoaçantes num jardim, irradiando paz, aromas e luz!
É ela a primavera bordando os corações, é ela o verão esquentando os corpos sedentos e suados,
é ela o outono cheio de ventos e dias escuros, invadindo as almas aflitas e solitárias, é ela nesse momento, o inverno se fechando sobre seus sentimentos e oprimindo toda dor que a sufoca.
Crisântemos roxos sobre a mesa, um bule de chá, biscoitos frescos e torta de morangos. Tudo o que ele adorava, ela serviu nesse dia de inverno solitário, na esperança de vêr sua silhueta, sob a luz franca da porta de entrada.Amor é sentir a falta do amado, é um verbo que se conjuga, quatro letras em harmonia muito mais que uma palavra!

Graça Tavares

terça-feira, 19 de julho de 2011

Fogo


Eram farpas, suores e fenos tudo envolto nos corpos,
eles rolavam sem se importarem com o tempo , nem com os animais que os observavam e pareciam entender seus desespero.
Naquele momento eram eles dois anjos, inocentes e felizes na entrega total e sublime!
Eram então deuses perdidos na lascívia desses sentimentos e na ânsia de se doarem nem percebem o temporal que se aproxima, nem sentem o perigo que os ronda, apenas se entregam alucinados, ele há séculos esperava por ela, ambos sabiam chegaria a hora que seria breve como os raios dessa tempestade, mas nesse espaço de luz seriam únicos e se amariam por todo o sempre.
Nessa loucura de dores, paixões e entregas, eles buscavam resgatar toda a ausência, queriam nesses segundos absorverem a eternidade, degustando cada beijo, cada caricia como se fossem as ultimas.
Esse desespero de se entregarem a paixão que os atormentava era antigo, tinham agora toda a magia de se possuirem, sem ousarem imaginar que os inimigos os espreitavam, lá fora todos queriam devora los, extermina los, haviam tochas nessa noite escura,criados cansados e famintos, cães ladrando em busca dela, seu senhor a queria, pra adornar seu castelo e o lacaio seria punido, destruído por ousar ama la, possui la, a aventura deles seria breve e também cruel.
Mas o destino, os deuses talvez queriam mais ,muito mais! O vento gritava, era um lamento doce e tenebroso, o ladrar dos cães, os raios e ventos davam um cenário tétrico, eles nada viam apenas sôfrrgos de tanto amor contido, reprimido devoravam se aflitos temendo o final, nessa tortura alucinante de corpos sedentos, derrubam a lamparina e no exato momento do êxtase, o fogo dos corpos, com o fogo da lamparina e dos raios se misturam, tudo se veste de um vermelho laranja, gritos de amor e horror se calam na noite, perpetuando o amor que eles tanto desejaram
viver e que na luz desse fogo se fez eterno.
Criados, cães e senhor chegaram tarde demais, os amantes se foram felizes num raio.

Graça Tavares



domingo, 17 de julho de 2011

liberdade-solidão

Ela leu em algum lugar que solidão mata, será? seu café fumegante e os biscoitos fresquinhos exalam um aroma divino, mas voltando ao que leu sobre solidão, ela se pergunta:
_ Ser solitário é ser livre?  é poder acordar sem se preocupa com máscaras, andar nua pela casa?
_ Enfim é poder gritar, dançar sem medos?
Ela sabe que é tudo isso, mas também é não ter com quem sorrir, com quem dividir esse café delicioso, ter quem abraçar!
_ Ah tô ficando velha só pode ser,  pensar isso a essa hora!
Ela esquece o café, dúvidas e vai pro banho.
Nua diante do espelho analisa seu corpo ainda perfeito, pele lisa, sem rugas sem manchas, cabelos ondulados, pernas torneadas, tudo tão perfeito pra seus trinta e sete anos!
Uma bela mulher, bela, inteligente, independente mas só, absurdamente só!
Entra na água morna e afunda na banheira, seus pensamentos voltam a solidão e seus efeitos.
Lucas é jovem, belo e arrogante, ela o ama perdidamente, ama?
mas não quer compromissos, laços,  quer apenas viver esse amor intensamente, do seu jeito
mesmo sabendo que Lucas quer se amarrar,  que viver tudo numa só embrulhada, quer enfim morar junto.Ele não tem medos, nem preconceitos é jovem lindo e inconsequente, como todos os outros.
ela sabe que agora ele a ama,   hoje é ela, amanhã quem será?
Ao contrário de Lucas ela tem medos,  preconceitos e pesadelos com a velhice,  com seu corpo deteriorando se no tempo.
Lá fora o dia está lindo e a chama pra vida, ela sai do banho troca se e sai.
No trânsito pensa em Lucas nas suas conversas, as palavras ressoam em seu cérebro
_ Poxa amor é difícil pra você entender? quero ficar com você te amar sem hora marcada, sem armações, podemos ser livres é só você decidir!
As frases de Lucas a atormentam e seus medos a alertam,  medos que a acompanham todos esses anos, sua vida foi de perdas e medos,  hoje ela se sente vencedora e não quer mais sentir o gosto amargo das lágrimas,  agora ela quer dominar, determinar sem correr riscos, sem derramar lágrimas!  Tá decidido Lucas será passado hoje! Não verá mais esse garoto carente e imaturo.
Sua liberdade-solidão vale mais que tardes inesquecíveis de prazer absoluto e sabe que com toda sua beleza e charme, garotos lindos virão sem ameaçar sua existência,  sem abalar seu mundo seguro e seu perfeito casamento.
Nas ruas que vão ficando, pelo retrovisor ela vê seus momentos de prazer e agonia nos braços de tantos amantes que teve e ainda terá, gotas de chuva no para brisas do carro se misturam as lágrimas que caem no seu rosto, esse será seu ultimo encontro com Lucas e essas lágrimas são de saudades que sabe terá, mas no seu destino, esse que ela criou, não tem espaços pra Lucas e sim pra vários Lucas, carentes, amantes cheios de tesão, mas sem exigências e cobranças.
Ela já se vê envolvida com outro, no início tudo tão perfeito, champanhe, morangos tenros, doces e toda sensualidade do começo, depois as carências e cobranças e outra vez o final insípido!

Graça Tavares



Vida em preto e branco



A droga da sua vida é tudo o que lhe resta.
Onde ficaram seus sonhos?  Presos talvez num tempo qualquer.
E hoje no agora é tudo pesadelo, nada tem brilho, nada tem cor, é sua vida num preto absoluto, negras noites, densos dias.
Nessa agonia tolerável ela segue...
segue rumo as inóspitas tarefas que a esperam.

São tantas as necessidades de sua alma, os desejos do seu corpo amadurecido, 
os anseios das ilusões que ela acalentou.
Mas ela os renega, finge nem sentir, passando dias e noites, meses e anos, sem se importar com essa dor que a atormenta.
Na louca rotina ela se perde...não quer ouvir os lamentos do seu peito, não quer vê os sinais que seu corpo emite, quer apenas fugir, sem se importa com sua necessidade de vida, de amor e de paixão.

Ela é apenas o resquício do que foi, uma sombra atordoada na multidão dos seus dias insones.

Graça Tavares

sábado, 16 de julho de 2011

submersa


Restos de batom nos lábios...resquícios de uma paixão maluca
nada do que viveu bastou!
Na neura dessa aventura tresloucada, se perde em devaneios,
foi tudo tão efêmero, tão sutil e ao mesmo tempo meteórico que
os momentos de plena solidão são nada, diante daquela taquícardia, da adrenalina efervescente, dos ruídos no estômago dilacerado.
Louca, ela se perde nas divagações desses momentos, momentos de emoções mescladas
raiva, saudade, amor e ódio.
Estúpida, é assim que ela se sente, estúpida demais!  Como se deixar enganar dessa forma?
Como se deixou usar sem nenhum pudor?  ele era doce, meigo e apaixonado e a envolveu de tal forma, que quando deu por si,  estava completamente presa aos grilhões de um amor devasso.
Ela não mediu distância, não poupou sacrifícios, apenas se deu por inteira e ele a usou, a levou por um estranho labirinto de sentimentos desencontrados, deixando a submersa em delírios êxtasiantes.
Naquela tarde, ele surgiu assim sem nenhuma pretensão aparente, mas a dominou, a subjugou e nesse desvario ela se perdeu nos encantos desse maestro de ilusões.
Agora, aflita e sem rumo, ela busca seus encantos, reclama seus beijos e tudo o que lhe resta
é o gosto amargo do adeus, o lamento dessa agonia exorbitante e dolorida!

Graça Tavares

sábado, 2 de julho de 2011

AMOR


Renan está no trabalho,absorto em seus afazeres!
Quando, sua atenção é despertada, por uma estranha que adentra o recinto,
Uma mulher espetacular,lindas pernas,fartos seios,enormes olhos,cheios de mistérios.
No ar o seu perfume deixa um rastro inebriante !!!
Pobre garoto fica encantado !
_Meu Deus !! Que mulher é essa ??
Completamete atordoado se aproxima,
_ Boa tarde ! posso ajuda la?
_ Sim ,procuro algo ,para presentear uma amiga !
Aquela voz aos ouvidos do incauto garoto é música suave !
Apressado e nervoso ele diz:
_ temos diversos artigos para presentes , se me disser o que pretende...
_ Oh, o que você daria , quero dizer de presente a uma mulher da minha idade ?
_ Temos lindas joias, pra gosto e estilos diferentes, mas pra uma mulher como você, eu daria todas as joias do nosso estoque.
Laura sentiu algo no ar!
Nesse instante, começou a história de Renan e Laura.
Um romance sem muitas pretensões, pode ser chamado de aventura,
aventura entre um que necessita viver e outro que quer conhecer a vida!
Renan com apenas vinte e quatro anos, doce, terno e carinhoso.
Laura passava dos cinquenta.
Laura é casada,  mas não pretende separar, deixar sua vida de madame,
também não quer abrir mão seu Rena.
Pra desespero de Renan, ele quer algo sério!
E começa pressionar Laura,  pra que fique apenas com ele!
_ Laura precisamos conversar,  não aguento mais essa situação!
_ Renan ,por favor pense, são anos de casamento, não posso jogar tudo pro alto assim!
_ Chega Laura!!! Chega de me enrolar! Como se quisesse pressiona la diz:
_ Escuta aqui,quando você separar me procura, adeus Laura,adeus!
Ali acabou o romance...
Mas Laura não ia desistir!!
Uma certa tarde,semanas após o  fim desse caso,
Renan esta no trabalho e o celular toca,
_alô! _ diz Renan.
Do outro lado,uma voz polida responde:
_ Sr Renan?
_ Sim!
_ Aqui é do hospital... a sra Laura Couto pediu que o avisasse que está internada!
_Por favor me passe o endereço ?
Desesperado Renan corre ao hospital,
chegando lá não encontra Laura, aflito corre a recepção
Ele insiste, afirmando que ligaram pra ele, mas nada...
Renan para no meio da rua, atônito!
_ Onde está Laura ?  ela precisa de mim!
Na agonia da sua impaciência,  liga no celular dela.
A bela voz de Laura atende...
_ Laura meu amor!
 _ o que você tem, onde esta?
Dissimulada e ao mesmo tempo feliz,  pois seu plano,  surtiu o efeito que ela esperava, responde:
_ Estou mal amor,  muito mal e a culpa é sua!!
_ O que houve amor? quero te vê agora!
_ Sofri um enfarto, estou saindo agora do hospital!
_ Que hospital?  te procurei em todos não achei!
_ Vem me vê agora,por favor!
_ Estou indo...onde você está?
_ No nosso lugar, te espero!
Renam saiu feito louco seu coração era um tambor africano implorando por todos os deuses ao mesmo
 tempo! Chegando lá,ambos param e se olham, aflitos se jogam nos braços um do outro.
_ Laura, Laura meu amor me perdoa?
_ Oh Renan, Renan!
Nesse instante, os amantes esquecidos de mágoas e dores, se entregam a tudo o que o amor oferece... beijos e lágrimas se misturam ao suor dos corpos entumecidos de paixão!
_ Laura amor quase morri , quando recebi seu recado!
_ Viu como sou importante pra você?  Amor vamos ficar juntos?
_ Sim,vamos,  eu até já tenho um apartamento em vista pra nós, basta você vê e aprovar!
_ Amor não, você fica onde está e eu também ,apenas ficamos assim!
_ Não precisamos de apartamento, temos aqui nosso ninho!!!
_ Amor aqui não podemos morar!
_ Quem falou em morar?  Aqui é nosso refúgio!!
_ Laura você não entendeu, quero morar com você,  apresenta la aos meus amigos, a minha família ir ao parque com você, andar de mãos dadas, ir ao cinema em tardes chuvosas, comer pipocas, dançar na madrugada e fazer planos pro futuro!
_ Não, você está louco? Não podemos. Afobada mas ao mesmo tempo segura do que quer, diz:
_ Eu quero sim você, quero te amar e ser amada, mas do jeito que estamos, nada de morarmos juntos!
Ele não entende e na sua fantasia de serem um casal feliz pergunta:
_ você me ama? Porque eu te amo!
Segue seu discurso amoroso...
_ Laura quero você sem disfarce, sem medos, quero você pra todo sempre!
 Desesperada ela grita:
_ Renan você é sem noção?
_ você acha que vou acabar minha vida assim?
_ Vou ser ridicularizada por minhas amigas estando com você? 
_ olha lá ela e o gigolô!E o que dirão todos.
Renan não entende nada e retruca.
_ Não Laura isso não é verdade, não vamos viver do seu dinheiro,  eu trabalho!
Entre risos e deboche ela fala cheia de raiva e desprezo:
_ Trabalha, sim trabalha, mas vamos viver com isso?
_ Renan adoro transar com você,entendeu?  só isso,apenas isso!
Pobre garoto, ficou arrasado, seu mundo caiu.
Laura sua linda e doce amada, era apenas um monstro!
Como pode? ,não ele não crer, sua meiga e suave Laura não é uma víbora!
Ele caminha até a janela, lágrimas correm livres pelo seu rosto, seu coração queima!
Desconcertado e trêmulo diz:
_ Me responde Laura, você não estava doente, estava?
Arrogante e cansada da briga sem sentido pra ela responde
_ Se eu estivesse doente, estaria aqui com você amor?
Ele sem com o rosto contorcido de dor retruca:
_ Não sou seu amor, não sou nada pra você, apenas um idiota, que você usa e descarta!
Ardilosa e cheia de manha ela diz com voz suave e envolvente.
_ Chega de drama Renan!  Acabou seu discurso?
 _ ei, vem cá?
Cheio de desprezo e mágoa por essa mulher que ele tanto ama diz:
_ Você mentia pra mim todo esse tempo?  Me enganava, dizendo que me amava?
_ Cadê seu amor Laura,onde ele está?
Ela diz:
_ Amor, o que é pra você amor?  Adoro esta com você, ouvir suas doces palavras ternas, adoro receber teus carinhos, então te amo!
Renan não sabe mais nada, não pensa em como tudo veio até a esse instante, atônito diz:
_ Você não ama nem mesmo a você!
Laura levanta e vai ao banheiro se vestir dizendo:
_ Cansei dessa idiotice de amor, eu queria uma tarde agradável, mas você é maluco, chega!
Renan volta a janela;  Fita o horizonte, a tarde está linda o céu de um azul estonteante,  os pássaros nas árvores estão felizes, mas dentro dele tem um vazio, vazio de Laura!
Tudo tão lindo...
_ Laura me espera...te amo Laura, te amoo!!
Laura sai do banheiro a sala está vazia!
Renan, amor onde você está?
Silêncio apenas silêncio...
Da rua vem barulhos de passos,  vozes aflitas, Laura vai até a janela
de lá ela vê um corpo no chão.
estendido no asfalto,  está seu Renan, seu doce amado, olhando o infinito,
tudo tão lindo!
Nada é mais puro e tão belo que o amor!!!

Graça Tavares

sábado, 25 de junho de 2011

Madrugadas






O que importa é o contato do olhar, o toque, não basta apenas o coração cheio, inchado de tanto amor.

Ela sabia que era mais uma paixão fugaz,  mesmo assim se entregou, se deu inteira. Foi um lapsodo coração encharcado do desejo de ser feliz, das noites diante da tela mágica buscando...

uma busca frenética e insone,  foi se deixando levar no azul das palavras doces, falsas e insensatas.
Nessa languidez da vida, ela vai noites afora buscando seus enganos, traçando sua jornada insana.
Diante da tela ela mente, usa seu charme pra iludir e ser iludida, nesse desvario múltiplo a sagacidade dos atos é tamanha que ela nem percebe os sentimentos se debatendo, entre dor e prazer, solidão e êxtase, nada a faz pensar no sofrer do depois, tudo o que ela quer é saborear esses momentos, se embriagar nessa demência de entregas anônimas, solitárias mas ao mesmo tempo intensas,  cheias de um tesão efêmero que naquele momento é real!

Ali, naquele instante ela é várias, é a anônima, a intrusa, a eterna apaixonada, o anjo e o demônio.
É apenas a mulher! Nessa divagação ela flutua com as teclas,  numa eterna fome de vida,  varando as madrugadas frias,  entre goles de vinho e promessas de amores virtuais, engendrando os roteiros de seus romances incógnitos,  perdida nas sombras de Mario,  Ricardo, André e Renan.

A relação impessoal através do monitor frio é tudo o que lhe resta, essa sua gana de querer ser amada de amar, é o que a faz brilhar nos corredores escuros onde seus androides desfilam.

Androides mutilados, desfigurados implorando como ela amor, ,compreenssão, buscando afeto.

Clareia a manhã e seus delírios de amores submergem, sua insana realidade vem a tona, seu caos pessoal é também seu altar, repletos de patuás e orações, suas preces invocando um amor vem súbitas e profundas como num lamento uivante.
É manhã fria de outono leve mas sua alma pesa, seu corpo dói, ela se arrasta em busca do seu impossível a espera de novas madrugadas.

Graça Tavares

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Frio, saudades, solidão...

Ela bela, nua, sensual, corpo perfeito, seu rosto lindo, cabelos sedosos cheirosos
é a imagem da própria Vênus, é o amor entranhado nas curvas desse, belo corpo. 
.Distante está seu olhar, parado numa tarde em que cavalgava Adônis, um puro sangue, Garanhão, perfeito amante de tardes secretas, nesse seu devaneio Adônis não se foi, está presente em seu corpo, nas suas entranhas, na sua alma.

Ela nem sente o frio da tarde de outono,  nem vê a beleza da paisagem,  tudo o que a cerca é nada
diante dos seus pensamentos, das recordações de tardes de verões cheias de amor intenso, dos beijos ardentes do seu amante.

Nessa mistura louca de segredos,  paixões e sonhos,  não se lembra de ter antes sentido tamanha satisfação, orgasmo tão pleno, tão puro!  Ambos animais insaciáveis num devorar desmedido de seus corpos, eram ali naquele instante deuses incandescidos na paixão, anjos suados, saciados e   apaixonados.
Agora ela cambaleia nua, vazia, nesse espaço que falta Adônis, ela só tem lembranças, fragmentos do que foram.
Lágrimas escorrem no seu rosto,  que bocas ele beija agora?  será que sente sua falta?  será que ainda a deseja?  ela espera a resposta do vazio, resposta que não vem.

Graça Tavares

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Complexidade do Vazio


Caminhando sem parar, Laura pensa na vida, finge, vê os preços no supermecado, apenas finge!
enquanto engana todos a sua volta, não se engana mais. Sua vida... Vida?  Quarenta anos, um casamento por um fio, dois filhos e uma rotina atordoante, sim atordoante de tanta inércia para ela. Nada de surpreendente, nada de maravilhoso, nada de fantasias!

Onde se perdeu a jovem sonhadora? A adolescente rebelde que sonhava com o amor?
Não sabe, Laura é agora mais uma na multidão, ainda jovem, ainda bela, mas sem o viço da vida, sem a gana pra viver, pra encarar novas emoções. Ficou presa ao morno do casamento quase falido, presa as exigências dos filhos, ao cumprimento do dever de esposa, de mãe, nora , amiga, só não é amante nem mais amada.

Hoje ela é parte da mobilia, peça na família! Só um número de RG. Laura reflete sobre essa vida, vida de quem? O triste é admitir que é a sua; como espectadora ela assiste sua novela e já prevê um final infeliz, com dores, fios brancos infestando sua cabeça, rugas no rosto, no corpo, noites sem amor, cheias de solidão; mais isso, solidão! Falta de amor é o seu presente, é seu hoje é o agora! Todos tem uma vida, mas ela vive a de todos e cadê a sua?

Olha a sua volta e vê Lauras desfilando, Lauras grávidas, Lauras correndo atrás dos filhos pequenos, Lauras mais velhas, Deus quantas Lauras!

Aflita segue em direção ao caixa mais próximo e todas as Lauras também, ela aperta o passo, começa a suar, mas as Lauras são implácaveis perseguidoras, seguem-na!

Ela já não vê mais ninguém só Lauras que acenam, que clamam, que ordenam, que choram;
Lauras que querem viver, serem libertas das suas prisões, Lauras negras, ruivas, morenas e loiras, de todas as partes surgem Lauras. Nesse caminhar sem fim, corredores cheios de Lauras que atropelam e que querem fugir dessa rotina que atrofia, não suportando o enxame de Lauras que zumbem a sua volta, ela sai na rua olha o trânsito desordenado e sendo vítima e culpada se atira em frente ao carro que ela mesmo está guiando.

Graça Tavares

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nossa,hoje é um dia,um dia ...o dia que eu nasci!
e nesse longo período,vi coisas boas e más.
Vi meus sonhos nascerem e morrerem,
alguns fiz acontecerem,outros perderam se no tempo.
Penso nesse instante na vida,nas coisas que vivi,nas coisas que perdi.
Penso nos amores passados ,nas noites insones,nos meus desatinos.
Hoje é dia de recordar mas é também dia de viver,é dia
de sentir aquela dúvida,fiz tudo o que quis?
não fiz...se alguém fêz parabéns!!!
Graça

domingo, 19 de junho de 2011

Bom dia

Bom dia dia... bom dia SOL!!!!!!!!!
Hoje é hoje...sei que cada dia é o dia...dia de qualquer coisa acontecer,
dia de luz,dia de paixões nascerem,hoje é o dia!!!!
Bem-vindos a Hoje!

Graça

sábado, 18 de junho de 2011

Recado


Essa tua fuga é medo...
tá exposto em tuas frases,em teus gestos.
Esse teu silêncio é culpa...
Teu corpo exprime,toda a tua disfaçatez,
tua presença exala a podridão da falsidade.
Isso, colha o fruto agora doce,
deguste a maciez dessas carnes tenras,
saborei esse nécta,que roubaste,
Se delicie ,seja agora dona absoluta!!
Pois amanhã te restará apenas
noites tenebrosas e insones,
mágoas ,lágrimas e solidão,essas sim
serão tuas companheiras constante!.
teus dias serão trevas densas,
tuas noites terão lamentos e uivos.
Todas as legiões de bruxas te servirão
de companhia vão te torturar,
Teus gemidos de êxtase hoje,
serão uivos de lamento nessas noites de horror!
Aproveite toda tua astúcia,toda falsidade da qual és capaz!
Amanhã te restará apenas lembranças e remorsos,
teus dias serão de dor e tormento,
tuas noites de completo abandono e desespero,
e então verás, se trair valeu a pena!

Graça Tavares

Única

sou única...
e por mais que tentes,
não chegarás a ser eu!
Sou impar...
e essa tua gana de me viver,
é puro suicídio.
Sou frágil...
e todo teu desvario de querer me copiar
é cômico!
Ainda assim...se quiseres ser eu,
viver meus amores e minhas angústias,
continue tentando...
Pois,nunca chegarás lá!!!

Graça Tavares
Ufaaaaa!!!!
até que enfim voltei,aff,saudades!!!!

domingo, 5 de junho de 2011

Domingo


Ah outra vez domingo...
um domingo de sol e frio!
meu lar está cheio de calor ,calor nosso de aconchego.
No ar o cheiro bom de comida!
Lá fora tem um céu azul,um vento frio,
cá dentro tem panelas chiando no fogão,corações aquecidos.
Quantos domingos serenos e frios terei?
_Pouco me importa,o que me importa de fato é vive los intensamente
com os que amo!
E sei, serão doces domingos, com beijos açucarados e rostos sorridentes,
serão domingos de macarrão e mouses de chocolate,
Domingos frios aquecidos com amor,onde não teremos pressas nem medo,
teremos apenas domingos!!!

Graça Tavares

sábado, 4 de junho de 2011

Mudanças



Se eu não mudar...nada muda!
li em algum lugar essa frase,verdade...ou não?
Mas, por via das dúvidas,vou mudar
quem sabe, tudo ou nada mudará?
A verdade é que vivemos buscando,seja amores,fortunas,
emoções ou sabe lá o que,só queremos,nem sabemos o que,
mais queremos sempre seja lá o que for!
Ah filosofando,falta do que fazer.
Talvez falta mesmo de tempo,pra buscar tudo que quero!!!!!!!!!!!

Graça Tavares


Hoje sou eu!!!


Hoje sou eu...
amanhã eu de novo,
nesse acordo de acordar toda manhã
nada é mais banal que viver,sonhar pra que?
quando se vive num sonho eterno (pesadelos constantes)
Ah,doce viver!

Graça Tavares