sábado, 1 de outubro de 2011

Creio em nós...


Frustrações, vida após vida é esse o tema, é essa a negaçao!
viver é arte, morrer é o tédio da vida.
creio em mim, creio em ti, não cremos em nada!
Sou fragmentos de almas perdidas numa vastidão sem sonhos!
És tudo em mim que sou nada em ti!
Nessas incongruências desmedidas sigo sem rumo, rumo ao teu caminho que se abre em dobro.
Quando me aproximo de ti, sou apenas uma metáfora!
Eis me aqui agora de joelhos, flutuando em tua órbita, sou a gueixa, tua queixa diária.
És meu Czar, o tormento incerto dos meus sonhos encantados.
E assim, nessa fábula desconexa, seguimos além do nada em busca do vazio que habitamos.
Somos fuligens de uma nuvem de incógnitas presas aos cigarros que nas madrugadas foram tragados sem discernimento.
Somos tu e eu ateus na arte de amar, seres obsoletos e esquecidos por nossos próprios pensamentos desbotados. Nada mais seduz nossa pobre existência, quando esse ato existir é mera conveniência e nós rastejamos pra sobreviver a deuses esquecido como tu e eu!
Nosso Olimpo é decrépito,sem beleza, sem vida. Já que viver é frustrante, o que virá após?
Seus desejos não me consomem e eu aqui nesse labirinto de emoções esqueço tua vulgaridade.
nada mais somos,apenas flutuamos num azul sem cor.

Graça Tavares

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