
Meio ou quase que perdida, ela já não sabe o que quer falar nem o que pensar
só sente uma solidão terrível, um medo do desconhecido ou conhecido.
Absolutamente só, a beira do desespero ela não tem mais esperanças, nem fé, essa sempre faltou nela. Está confusa, perdida nenhuma palavra ou gesto lhe dirão coisa alguma, não é mais um estado de espírito já é um espírito sem estado ou casca.
De repente percebe que nada vale a pena ou faz sentido, pra que tantas fórmulas ou invenções?
de que vale os investimentos, as descobertas científicas?
Se os seres humanos não passam de um amontoado de carnes perecíveis?
Pra que correr atrás de grana, de sucesso, de fama se tudo é ilusão e nada disso os fará eternos?
Ela chora, cada lágrima que cai é uma história, cada história uma dor!
Sem conteúdo, sem forças ela carrega na alma toda angústia da vida, toda mágoa de seus amores desfeitos, amores mau vividos, mau amados, vida mau resolvida.
Vida, vida não é isso é algo mais sublime, mais intenso, vida é coisa de brilho, coisa de cores.
Viver é ter vida, isso ela não tem nunca teve, tudo foi só desespero, abandono, bofetadas, mas ela quer sair dessa tristeza e não importa como tudo o que ela deseja é viver, sem medos sem covardia,porque covardia é pra pobre de alma , pobre de fé, hoje nesse instante ela é a luz do seu existir e não quer mais saber de dor, não sentirá mais saudades nem terá solidão!
Ela agora sabe, não perdeu nada quem se foi é o perdedor, é quem não teve coragem de possui la ,quem não foi suficiente verdadeiro pra viver seu amor,portanto pra quem partiu restou apenas a dor.
Graça Tavares
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