domingo, 28 de agosto de 2011

Indecisão


Aquele remorso a corroia, todo esse turbilhão de sentimentos a atormentava.
Como era dificil viver assim, por que tinha que ser assim?
às vezes ela se sentia louca ou será que loucos são os outros? Vai saber, se no fundo o mundo é mesmo um grande hospicio!
E ela se achava inteligente, esperta e astuta, achava que nunca, nunca seria assim com ela, o que via em sua volta era coisas de outras vidas não da sua, lêdo engano, foi sem perceber, quase sem querer que se viu nesse lance, nesse romance desconexo, foi uma brincadeira, era só pra provocar e vê sentir, seu poder de sedução e de repente lá estava ela num "triângulo amoroso". Amor nesse lance não se encaixa!
No primeiro encontro foi um misto de euforia, prazer e remorsos, no segundo rolou uma adrenalinazinha diferente, seus dias sem ele eram desespero puro, ligações a todo instante, mensagens sem limites ambos se achavam pseudos apaixonados, ela o necessitava como o ar, mas o ar se sufocava com tanta carência e aos poucos, ele percebendo sua angustia de ama lo a deixava numa agonia sem compasso, deixando a sofrer num tormento lento e continuo...
Com o tempo ela foi sentindo que na verdade não era amor, não era paixão e sim uma fuga, ele nem amado era muito menos desejado por ela, o sexo com ele era sem graça, não havia um tesão explosivo, era água com açúcar, arroz com feijão, nem prazer ela sentia com ele,nunca chegou ao orgasmo, apenas fingia bem. E vendo que tudo começou pra testar sua curiosidade, pra sentir seu poder de sedução, na verdade tentou fugir da rotina de um casamento descolorido, mas que na cama, na hora do sexo tudo fazia sentido, seu marido a completava ele a fazia gemer no orgasmo pleno, era um tesão inebriante!
Mas então por que o amante?
Isso a atormentava, não fazia sentido, não tinha razão, por que?
Não ela não quer respostas, ela sabe o vazio que vem com elas.
As vésperas de um novo encontro , ela se desespera não quer mais isso, mas ao mesmo tempo sente medo, um medo terrivel de acabar, não é um medo concreto é medo do vazio, esse vazio que a pertubava tinha tudo e ao mesmo tempo nada!

Graça Tavares

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