terça-feira, 6 de setembro de 2011

Silêncio do Amor

E terminou o dia, nenhuma palavra ou gesto.
Passaram se as horas cheias de angústias, lágrimas escorreram, remorsos e perdão se chocaram.
Num arrastar lento e amargo a solidão se instalou, se fêz senhora nesse caos de sentimentos.
Nenhum toque, nenhum grito rasgando a dor pra dizer eu te amo!
Esse silêncio fere, machuca.
E toda a dor da saudade se esvae numa espera vã.
Nada de oi, nenhuma palavra de consolo ou de escárnio.
Começa a noite cheia de sombras e lembranças, caricias esquecidas pelo corpo latejam,
os poucos beijos trocados se revelam ardentes nos lábios.
Madrugada vazia vem atormentando suas preces e pedidos
Vagando nas nuances do que foram, perdem se nesse labirinto de emoções.
E todos os lamentos ecoam pelos vazios do silêncio desse amor partido.

Graça Tavares

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