sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Assim


Assim numa noite quente, cheia de vida e calor,ele ligou ...dizendo com saudades, palavras lindas e ferinas. Ela ressabiada apenas ouvia tantas frases desconexas, ele é um eterno ébrio, não que tenha hábito ou vicio de beber nada que contenha alcool, é um ébrio de palavras e frases desconexas,é um insandecido melancólico e as vezes cômico, tem dias que ele pensa que é um pregador, outros em que é um garanhão ou um professor de todas as matérias, na verdade ele é um maluco e é tudo isso numa casca frágil e pequena, onde ele se julga um super heroi,
Mas voltando a noite quente e bela de primavera, com todos odores e cores da estação, ele diz pra ela que é o fim, fim que ela já sabia está, mas ele no auge de seu desvario, apenas queria gritar que ele determinou o final, o happy end, pra satisfazer sua mórbida loucura ela diz tá bom, é o fim, então ele recomeça do meio sem fim, a toa sem saber se expressar dizendo:
_ ainda te amo e não tenho ninguem!
e ela na agonia de se livrar enfim de toda sandice diz:
_eu não te amo mais e já estou em outra.
Pasmo, aflito e sem chão ele grita:
_ você é minha esqueceu?
ela sem graça diz:
_ não sou mais!
E assim a noite que era bela, permanece altiva e serena, na insanidade desses seres equivocados e afogados na incerteza de sentimentos óbvios.

Graça Tavares

SONHOS


Ouvindo a música ao longe, ela pensa pois é agora quem não quer sou eu!
trechos da canção, falam da sua vida recente, dos seus romances atrapalhados e cheios de loucuras!
Doce vida ao som de seu Jorge, Anas e Marias,que cantam e encantam, nesse embalo musical (porque pra fossa, dor de cotovelo ou sei lá como dizem hoje) nada melhor que uma boa trilha sonora,fica mais autêntica a "dor " e ela segue nesse devaneio alucinado,peito buzinando, amor e dor escorrem pelas faces em forma de chuva, chuva e fumaça embassam seus olhos cansados e seu estômago faminto, é fome de amor, fome de beijos, mas na real é fome de fome, um bom sanduiche cairia bem, ela nem sabe se ama ou desama, apenas sofre, porque é legal sofrer por amor, seu jorge aos berros diz: quem não quer sou eu! ela tambem não o quer mais, não seu Jorge, o traste por quem ela chora agora, com certeza amanhã vai chorar por outro, é sempre assim o bom de tudo é amar, é sofrer, tirando onda de paixão, porque o bom da coisa é fica em êxtase, é curtir o som com a emoção rolando,lágrimas,fotos rasgadas coração em frangalhos é bom viver!
_Daniela!!! põe a mesa!
ah seu sonho desmoronou, rotina sem graça,vida mais chata, mãe que berra toda hora!
_Daniela faz isso ,faz aquilo!
Nem sofrer em paz dá mais, sempre que ela encontra uma maneira de sonhar lá vem a vida lhe despertar.
_Tô indo mãe!!!tô indo...

Graça Tavares

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Buscas


Te procurei e vi apenas o abismo do teu vazio em mim,
e nessa incerteza de ilusões, o meu amor flutua nas palavras e assim é tudo tão incerto,
tudo tão irreal e absurdo, que seu olhar é mais que o sol, além de nós em nós.
E jogar as razões dos conflitos nos outros, é até fantástico e cômico, mas a distância é indecente e aflita, os problemas são apenas a relação que entremeia mentiras e falsidades, porque sempre soube que mentes bem, mas achava que era só por vaidade, sem maldades, agora consigo vê que é pura satisfação, o complemento de teu caráter, és mesquinho e cruel!
Usas com astúcia, quem está em tua volta, jogando sempre com os destinos, fraquezas e anseios de terceiros, nessa tua órbita de marionetes todos caem, porque nessa busca de ilusões, somos efêmeros e vulneráveis, e assim seguimos como zumbis nas tuas enganações e ardis, força é
apenas ficção nesse enrêdo de loucos famintos por idéias de paixões ardentes.
Sinistra essa tua maneira de querer me possuir, ativando um sentimento de posse absoluta e falsa, despertando onde não existe fagulhas, um incêndio ficticio, és apenas um bobo em extinção, porque os espertos estão no êxtase da vida plena de boas colheitas, buscando sempre o amor real e puro.
És apenas um fragmento solto no teu próprio espaço, uma miragem aos teus próprios olhos,
porque tua vida não te pertence vives na fantasia que crias a cada segundo e nelas perdeste a tua identidade,agora choras buscando saber quem és!

Graça Tavares

sábado, 10 de setembro de 2011

Viva o amor!


Tanta hipocrisia, falsidade, ela cansou de tudo!
Cansou de viver, cansou desse amor inútil que a atormenta, de todas as mentiras e fugas absurdas
cansou da vida enlouquecida que tomou conta dela, assim sem avisar.
Agora tudo a enoja, a faz vêr que nada do que sentia era real, puro ou verdadeiro, tudo era ilusão era vulnerável como a vida.
Hoje ela é apenas uma alma em desespero, uma frágil criatura, perdida nos desalinhos do seu próprio mundo, mundo perverso e maligno, que a arrastou sem piedade pra esse desfecho infame.
A água morna escorre pelo seu corpo, nem sente a delicia do momento, apenas se esfrega como se quisesse expurgar do corpo e da alma as caricias , os beijos que a fizeram feliz...feliz? Não nunca foi feliz, isso é sonho, fantasia e ela cansou de sonhar, agora quer apenas viver, se isso for possivel.
Vai nesse seu alucinante delirio, buscar sua identidade perdida, não sabe onde a perdeu, nem mesmo quando sabe apenas que era tão segura, tão forte e poderosa, mas mesmo assim se deixou levar, dominar por esse sentimento vazio, fùtil, nunca acreditou em romances, paixões, mas foi levada por esse jogo feroz.
Sem querer agora está novamente seduzida por lembranças doces do inimigo, que a deixou nesse tormento, O banho é seu alivio do momento, sua fuga do espelho que a espera, espelho que vai mostrar os olhos inchados e vermelho de chorar por aquele sentimento sem razão, coisa absurda e irreal, não ela não vai vêr mais essas marcas, nem vai sentir o gosto insálubre dessa malditas lágrimas, hoje é dia de sorrir e ser feliz, ela vai dançar com amigos, vai viver uma noite de pura magia e nada de sentimentos primitivos pra estragar sua festa, pra ofuscar seu brilho!
Hoje é dia de sair do casulo e enfim desabrochar, vai fazer outros amores nascerem.
e essa metamorfosse da vida é sua, seus cabelos e olhos ganharão novo brilho, viva o amor!!!

Graça Tavares

Loucura em bobagens


Existe sempre uma razão pra explicarmos ou tentarmos explicar nossas culpas e deslizes,
existe sempre um sol no nosso interior querendo brilhar, tem borboletas nas mentes e cores
da primavera invadindo nossos sonhos, mas nunca estamos cem por cento felizes!
Existe sempre um amor impossivel, um caso mal resolvido, são tantos empecilhos e desvios
que no final resta apenas cansaço,
São pedras; espinhos; mentiras, fugas,solidão e desespero e entre uma saudade e outra
vem os desvarios que nos deixam seguir, rumo ao infinito da loucura vida que nunca finda, nós é que partimos e essa partida é sem volta, depois resta apenas a solidão.
Existe sempre fragmentos dessas vidas perdidas no espaço, deixamos nesse vazio, enredos de amor e dor, sempre tem um ou outro que vivenciou das mesmas agruras e por essa e outras razãos, semi deuses existem!
Nesse pleno existir de dores e amores, seguimos sem lenço sem documento, entre um gole de sicuta escaldante e uma breja gelada, somos tudo em nada.
O inferno é logo ali na esquina, tem drogas, sexo e rock. Nesse passeio pela vida quem foi que nunca tropeçou?
Quem será tão puro e imaturo que julgará seu semelhante!
Isso semelhança é quase igual ou será mesmo igual? Com esse lance de clonagens e coisas de outro mundo somos todos um e ninguem é mais ninguem ou melhor, será que alguem aqui sabe de fato o que é e a que veio?Nessa de ficar filosofando sobre vida e outros lances. acho que me perdi e nem me dei conta da pressão, ouço samba, pagode e reap, tudo é tão natural, só os loucos ousam classificar, rotular e deixar marcas eu sou é sã! e ai quem não é?
Ah quanta loucura cheia de bobagem, acho que é melhor deixar por hoje esse meu devaneio!

Graça Tavares

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vinho ou sangue?


Uma taça de vinho, dois corpos quentes.
uma suave musica ao longe, lágrimas sútilmente escorrem pelas faces.
Um cheiro de avelãs no ar, chocolates espalhados nos cetins, rosas de um vermelho alaranjado
cobrem o cristal despedaçado. Sem rumo, olhar perdido no teto ele vaga entre a cama e a janela,
aquele liquido vermelho é sangue ou vinho? Na sua insanidade momentânea ele não distingue a realidade do sonho, sua mente embotada e opaca, apenas ouve o sussusrrar em seus ouvidos, a voz doce e amada a dizer:

_ acabou, hoje nos despedimos!
Isso não pode ser real, ali está ela na cama, tão linda, tão frágil a espera de seus carinhos, mas o que de fato ocorreu? ele não sabe, não tem noção.
Jamile chegou no seu decote azul, sensual como sempre, eles se amaram como nunca haviam se amado, o vinho presenciou o romance mais puro e verdadeiro que eles viveram, aquela cama de ferro antiga era a única testemunha dos orgasmos múltiplos que ali se deram e eles nunca diziam muito, apenas se amavam, era um amor antigo e já se desgastando, o erotismo do começo fenecia e toda a aura mágica que envolve os amantes estava turva, só ele não via e não queria aceitar. mas ela tinha planos e queria sair dessa mesmice, queria mais e mais, queria viver!
Foi seu erro, sua sentença, ele embriagado de amor cego pela dor e extasiado com o vinho
quebrou o vaso com as belas rosas que ela tanto admirava, e esse mesmo vaso cedeu um caco
de seu cristal pra perfurar seu corpo macio,  ao retirar a vida que pulsava com tanta gana de viver, Jamile não reagiu, apenas estremeceu e ali derramou todo o brilho de seu olhar, agora ele não tem certeza se o liquido vermelho que escorre pelo chão, é sangue ou vinho!
Ele atônito fala com o corpo sem vida que está na velha cama, e diz com palavras sem nexo do seu amor, da sua paixão que naquele instante sangra, o barulho das sirenes e os passos apressados que vem ao seu encontro não o fazem vê o que de fato sucedeu, ele quer apenas beija la, os homens do resgate pegam o belo corpo sem vida e ele a segurar a taça não sabe, nem vê as algemas que o prendem a um desconhecido, só enxerga as algemas da alma e ouve a voz de Jamile dizendo:

_  acabou é essa nossa ultima vez!

Graça Tavares

Silêncio do Amor

E terminou o dia, nenhuma palavra ou gesto.
Passaram se as horas cheias de angústias, lágrimas escorreram, remorsos e perdão se chocaram.
Num arrastar lento e amargo a solidão se instalou, se fêz senhora nesse caos de sentimentos.
Nenhum toque, nenhum grito rasgando a dor pra dizer eu te amo!
Esse silêncio fere, machuca.
E toda a dor da saudade se esvae numa espera vã.
Nada de oi, nenhuma palavra de consolo ou de escárnio.
Começa a noite cheia de sombras e lembranças, caricias esquecidas pelo corpo latejam,
os poucos beijos trocados se revelam ardentes nos lábios.
Madrugada vazia vem atormentando suas preces e pedidos
Vagando nas nuances do que foram, perdem se nesse labirinto de emoções.
E todos os lamentos ecoam pelos vazios do silêncio desse amor partido.

Graça Tavares