sexta-feira, 17 de outubro de 2014

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

NO VAZIO


Se esconde no vazio da solidão,
Fugindo da vida,  por  medo de ser feliz!
Assim segue noites a  fio, no escuro da sua alma!
Na solidão dos seus tormentos.
É um medo medonho de amar, de sorrir.
Às vezes inflama os sentimentos, tentando sair do  recôndito útero imaginário e frio,
que se abriga, buscando ai conforto pra seus medos
mas a agonia dessa alma aflita e cruel o reprime, atormentado suas entranhas, sufocando suas fantasias.
Sorrateiro e despido de sentimentos ele vislumbra entre frestas a felicidade, tão próxima, exposta sem nenhum pudor, num misto de cores, luzes e paixão.
Entre o delírio e a realidade  insana tudo é frágil, fugaz e atrevídamente proibido,
seus planos de fuga dessa solidão anônima são frustrados a cada tentativa de viver.

Graça Tavares

terça-feira, 13 de novembro de 2012

viver...viver, nascer...

Vida, vida viver, nascer, morrer!
Tudo tão efêmero, tudo tão sutil
sou brasa, sou nada!
Sou fogo,  sou neve !

Olhando o tempo,  perdida em pensamentos, 
Laura vê o tempo escasso,  a vida insana que ela viveu até hoje.
Nada de felicidade, nada de tão emocionante ou doce,
apenas vida sem graça,  vida mais ou menos  vida!
Esse lance viver é fugaz, é solitário, por mais que ela na multidão,  está só!
Laura é só! Laura é fantasia sem par é bailarina de solo!
Solo, solidão nada de coro, nada de pares,
apenas Laura e a dor!


Graça Tavarez 

 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

DESAMOR

Cacos de vidros apertam seu peito, dificultando a respiração,  seu abismo é ali!
Nada dói mais que essa dor,  nada abala sua alma como esse adeus.
É tenso sentir esse fim, saber que amou alguém, que nunca a amou e disse amar outro alguém!
É tensa essa solidão múltipla.
O metrô repleto de pessoas, anônimas em busca de afetos e amores!
Lá está ela e seus sonhos  presos a laços de cetim, num embrulho desfeito de papel de seda,  rasgaram se 
as ilusões, o papel era frágil, as palavras eram falsas!
Nem sempre o que queremos é o que temos,  nem sempre as marcas do tempo nos rosto são de alegrias, nem sempre...
Flores perdidas nas tardes de outono,  velas aromatizadas embalaram essa paixão e nada disso o fez sentir ou amar esse amor que ela o ofertou!
Estações que seguem,  rostos cansados, felizes, desiludidos, sobem e descem dos vagões, ela nem vê ou sente essas almas, apenas delira nos seus delírios.
São perfumes e vestidos, saltos e bolsas jogados na cama, a cada encontro uma loucura,  lindas canções no rádio do carro, juras de amor eterno, segredos dos amantes, divididos entre goles de vinhos e taças de sorvetes,  filmes de amores impossíveis,  fantasias eróticas, tudo era uma massa disforme em sua mente atordoada.
Finalmente chega ao seu destino, cambaleante e vazia ela desce,  rumo a vida que a chama, seu dia é apenas mais um dia,  já não tem mais cores nem aromas, o doce é amargo!
O amor é agora apenas desamor.

Graça Tavarez

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Total solidão

A dor apertava seu peito, a alma sangrava em silêncio!
Tudo tão banal tudo tão cinza,mas ela sofria, sofria e se 
perguntava até quando? por que?
Nada dizia se estava certa ou errada, nada fazia sentido nessa sua existência inexistente!
Sim, ela era transparente, era absolutamente sem nenhum valor ou  razão!
Sem destino, caminhou horas pensando nessa vida sem vida que vivia!
Sim, havia uma rotina,  haviam pessoas nessa rotina, mas tudo desconexo como se ela acabasse de acordar 
de um longo sono, sem sonhos, sem cores.
Já não tinha esperanças, ela nem  se quer existia!
Por que ainda insistir com isso?
Pra que essas loucuras em vão?  Se ele nunca a viu como desejou ser vista?
Se nunca amou como quis ser amada?
Não há pressa mais em lugar algum, não há mais luzes azuis a sua espera,
nem romances perfumados, não tem velas coloridas de aromas doces,
não tem sedas,  nem cetim ,há apenas o vazio dessa dor!
Há apenas esse lago, cheio de musgos e serpentes invisíveis a sua espera.
o frio cortante dessas águas insípidas a acolherá com garras e horrores.
todos os seres aquáticos a observam com olhos famintos!
Ela agora é rainha do seu próprio delírio é banquete pra olhos ávidos, por alguma vida sem vida.
Olha em volta e a densa neblina esconde seu desvario, seus olhos lindos cor de mel,  guardam um frio desejo mórbido, uma despedida solitária e sem som!
Vazia e tonta ela desce como uma ninfa azul, lentamente caminha em direção ao seu algoz, ao seu maior medo, água, águas, sempre teve medo da água, talvez num recôndito de sua alma previa seu fim, seu final em decomposição no fundo de um lago, sem olhar pra trás, sem ver nada a frente, ela se deixa afundar.
O banco vazio fitava a estrela se apagando, num súbito momento de total solidão! 

Graça Tavarez

terça-feira, 17 de abril de 2012

Estilhaços

Coração estilhaçado, desordem em volta, lágrimas, páginas rasgadas, tudo é solidão!
Sonhos que se tornaram pesadelos e agora?
Perguntas sem respostas:
_ o que fiz, o que farei?
 _Onde errei?  será que fui eu?
Nada ecoa, além da dor que sangra seu peito, é tudo surreal!
tudo anormal, nessas lágrimas tem toda uma historia de amor,
de entregas e paixão!
Nesse corpo tem uma vida repleta de sofrimentos e mágoas!
Tudo era apenas uma farsa, esse maldito amor era falso, era cruel  e a castigava!
Ela se doou, se fêz amiga, amante companheira fiel, se deu se perdeu na doação insana,
nada foi do que pensava ser,  nada era do pensou existir!
Agora nessa solidão absurda, ela vaga no caos, perdida nas lembranças amargas,
num torpo sem limites, flasch de loucura iluminam sua mente!
Fraca e sem rumo cambaleia no infinito! 
O ontem foi apenas uma ilusão, o hoje não passa de uma agonia e o amanhã esse sim talvez possa ter um brilho insano, em tons de vermelhos múltiplos carregados de loucura e dor!!

Graça Tavarez

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ana saudades

E essa saudade é assim...
Algo súbito, algo doido, até dolorido!
Essa ausência é sentida, é caótica mas é real!
Ana se arrasta em sua inércia, vagando sem paradas, sem rumos nos pensamentos sofridos,
saudades de uma vida perdida na sua vida, saudades da infância, da mãe, do cheiro de peixe frito no jantar.
Nessa melancolia todas as dores vem, sugando, martirizando, torturando.
Ela é agora a parte que restou, a que chora, a que se perdeu no tempo.
Olha em volta, tudo está normal, absolutamente em ordem.
 _Que ordem, o que é normal?
Dentro do seu peito algo que sair e gritar, mas ela resiste, persiste na loucura da ordem,
no querer ser normal, absolutamente sem fé, sem teto, sem chão ela se rasga por dentro, chora, uiva lamenta calada...em vão a ordem reina, tudo em volta está limpo, arrumado, belo, só sua alma sangra,.só seus desejos calam, a saudade tem vida,  tem poderes, ela não tem forças nem ânimo, não tem razão nem vontades, apenas vive a deriva desse sentimento, dessas dores, seu algoz é sua ordem, sua estupidez absurda em querer ser normal.
Nada é maior que seu desespero em recordar o que se foi, Ana tambem quer ir, nessa louca viagem ao infinito da alma, ela se joga na escuridão cheia de fantasmas.


Graça Tavares
 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Antigo coração

Esse frágil coração agoniza.
São tantas incertezas e absurdos,
Que o descompasso da vida se perde,
no emaranhado do dia,
entre raios de sol e água gelada
o coração explode.
Nada é mais  azul que os sonhos,
Nada é mais cruel que acordar
e se sentir no vazio.
Esse absoluto coração 
é denso de emoções e cores, 
É frio de amor ,cheio de dor.
Doido coração antigo,
se repete nas andanças das emoções sortidas.

Escuridão

Na agonia da escuridão,
a sombra lenta e magoada vaga.
No desespero da fome insaciável,
a saliva  se esvae num lamento seco.
Na tortuosa escada do destino,
as lágrimas escorrem...
e os corredores escorregadios e escuros
dessa alma,
são profundos abismos de sentimentos vazios.
Nesse dar sem receber,
definha se as ilusões
e todo afeto é morto,
toda vida é nada.
Diante de toda essa agonia,
restou apenas uma casca oca  insípida
do que um dia ousou existir.

Graça Tavares

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Caixa de ilusões

É uma caixinha de sonhos, 
assim meio mágica, assim meio trágica.
É um universo de fantoches armados de solidão,
buscando felicidade.
É um ritual de deuses enfastiados,  criandos mitos, destruindo ritos.
É tudo uma bolha imensa, onde os sonhos habitam e inexistem,
fazendo a multidão ávida de ilusões enlouquecer.
Nessa magia de cores e mentiras avulsas, todos tem seus interresses: 
É o cafageste querendo se dá bem,
a carente em busca de amor, a virgem tresloucada querendo prazer,
o machista pilantra seduzindo as incautas senhoras aflitas.
 nesse vaivém as emoções mesclam os sentimentos, são todos apenas seres necessitados e carentes em busca da vida.
e ela se apresenta ali, cheia de atrativos e nuances loucas, 
numa intimidade publica e ao mesmo tempo única.
Nesse turbilhão de interresses múltiplos, alguns ganham, outros perdem ,uns sorriem, 
outros choram, mas o aconchego falso do monitor,  nas madrugadas frias e solitárias, 
os embevecem, os alucinam, eles partem nessaaventura incessante, buscando mais, querendo a perfeita ilusão real desse existir virtual de amores e dores.

Graça Tavares


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Marina

è densa toda saudade tua
É dura essa espera nua
                          
                              No vento gelado que atordoa,Marina te espera sem ousar esboçar sentimento algum,apenas espera.
Nesses  encontros desencontrados do amor, ela chora,  lágrimas secas e mudas inundam sua noite,
é ela agora a alma esquecida.
Após gemidos de êxtases e banhos de gozos extenuados, restou apenas a solidão.
Marina hesita em se exprimir, aos prantos, ela observa tudo a sua volta, sente que teu cheiro está no ar,
que tuas palavras carregadas de mentiras, ressoam no silencio desse vazio,
Mansa como uma gata, ela apenas se espreguiça e sonha...
sonha com os momentos plenos de ternura, com as tardes abarrotadas de paixão.
imersa  nessa languidez erótica, Marina clama tua presença, chora tua ausência,
é tudo tão claro, nunca existisses,eras  apenas uma miragem!
Nessa mania de fazer sombras, ela te criou, fez um semi deus despido de ilusões,
assim sua noite foi macia e trançada de fantasias.
Agora o sol vem sorrateiro, Marina sorrir, tudo não passou de um sonho!

Graça tavares

Furta cor

Hoje estou só...
Completamente só!

Tua ausência pertuba minha alma,
Teu silêncio fere meus sentidos,
E toda esse  misto de dor, solidão e perdas, me sufocam.,
Sou eu num espelho múltiplo
Onde reflexos de pessoas diversas se espalham na luz.
são vários eus, dentro do meu eu que se perdeu!
Estou num torpor sórdido,
num sufoco delirante,
ardendo nessa saudade que insiste em instala-se 
no meu ser.
Agora que toda gana de amar se foi.....
Estou na penumbra do que vivi.
A morte dos aentimentos, ronda a vida que restou.,
é azul ,lilás, verde ou violeta, nada é cor!
Tons sobre tons se fazem brilho
e aquela estrela é agora sombra perdida na galáxia
furta cor que apagou o amor.

Graça Tavares 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Paz



Vazio que dói, mas ao mesmo tempo é um vazio benéfico!
Sua alma está livre, seu corpo está leve, sua sua vida passa num filme em preto e branco.
Nada que viveu merece reprise, foi uma vida vazia, sem cores nem aromas, que valham serem lembrados.
Tudo foi uma agonia constante, uma dor sem limites, eram todos algozes furiosos e seu mártirio era viver e viver nessa lenta cena de horror. Os anos, meses e horas não faziam sentido nem tinha razão pra existir, lamentava o que viu, o que passou.
A semelhança com filme de horror era mera ilusão, os filmes perto do que viveu, foram amenos e suaves, todo o tempo que viveu penosamente, nunca fez sentido e agora aquele escuro, aquela solidão já eram amigos constantes e assiduos dessa megera vida que lhe cabia, respirar foi o que lhe restou naquela situação macabra viver.
Nesse momento esperava apenas luz, flores e orações, será que viria?
será que depois do depois tudo seria apenas paz?

Graça Tavares

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ele

Ele vem naquela sedução normal, vem sem dá mostras do que quer.
Apenas quer seduzir, dominar, atrelar todos em si, ele é um fantasma!
É um fantoche, achando que é o maestro da situação.

É apenas um ébrio sem rumo,
um amante sem amor,sem musa!
Ele na sua inconsciência consciente, resiste ao tempo, ferindo sua alma na mais profunda
solidão.Ele é quase nada,  nesse turbilhão de sentimentos que o corrói,
nem sente os anos que passaram, nem viu as luzes se apagarem.
Nessa sua rotina desmistificada ele é apenas ele...nada mais!


Graça Tavares

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Amanhã...?


As horas se arrastam...
O dia não é mais o mesmo, nada é mais nada!
Tudo ficou de outra cor, a vida se vestiu de tonalidades diversas,

 falta teu colorido.
No meu espaço falta teu sorriso, tuas mentiras,

as frases soltas e sem sentidos.
Hoje é apenas hoje!
Amanhã será uma incógnita, o depois nem sei se virá,
porque me falta você!
Falta teu olhar em mim, tua voz sussurrando: te amo!
As horas se arrastam e se perdem...
em meu dia que já não é mais o teu!
Porque hoje é apenas hoje!
Já não tenho mais graça, não sinto os sonhos no ar.
sufoco com teu silêncio, morro com tua partida.
Porque hoje é apenas um dia!
um dia cheio de horas mortas,

que se arrastam em busca dessa tua ausência sem limites,
desse teu desapego sem dor.
Toda tua fé se espalha e enlaça o silêncio,
todas tuas crendices são apenas faróis azuis, iluminando o trilho do teu adeus.
As horas se arrastam...
Meu dia não é mais o teu!

Graça Tavares

domingo, 9 de outubro de 2011

É mais um dia...


Um dia de chuva, uma canção ao longe...
Ela está dispersa, sem nenhuma pressa, a vida corre solta em sua volta, mas seus pensamentos correm soltos em outras buscas, em outros dias.
A casa reclama sua atenção, tudo tão desmantelado, pó em toda mobilia, louças na pia, roupas sujas,a vida enfim é assim, cheia de nuances e brechas, só ela não tem coragem, nem atitude pra mudar a sua vida.
É mais um dia e ela só pensa, só sonha nada mais, nem vê a hora passar, nem senti o apelo de seus próprios olhos em volta dessa desordem toda, apenas vaga pelos pensamentos, a epera da fada madrinha, do principe que não vire sapo, como sapos e principes entram nessa loucura? nem ela sabe. apenas quer um milagre, uma mensagem do além dizendo, é você a ganhadora de uma nova vida nessa vida!
Mas onde está essa fada matrona?Onde se enfiou seus desjos e ilusões?
È mais e só, um dia de chuva, tem almoço pra fazer, tem roupas sujas na máquina, tem casa bagunçada pra arrumar, tem uma rotina maldita gritando seu nome...tem uma droga de dia após dia, sem nenhuma emoção, sem fadas, sem principes e sem milagres!
A Canção calou se é hora de retomar a mesmice e tentar ou fingir que é feliz!
Laura está exausta, olha em volta e tudo tá tão igual, tão normal, que é até anormal.
Não ela cansou, ela vai sorrir, colocar um batom, tirar esses trapos e ser mulher!
com esses pensamentos ela se levanta e sai da sala, no seu quarto se depara com cama pra fazer, tudo um caos, ela finge não vê e abre os armários quer uma roupa diferente, bela pra levantar seu astral, nada... só trapos como ela é tudo sua cara, seu drama, sua merda de vida parada e sem brilho, não chega de tudo isso ela cansou, ela quer viver!
Laura sai ignorando o apelo da casa:
_ me socorre Laura, tô um lixo!
Ela olha e sem nenhum pudor responde:
_Eu preciso de mim, preciso de socorro!
E vai,,. sem rumo sem vêr as ruas movimentadas, lágrimas escorrem em suas faces, como chegou a isso, por que? Não sabe nem quer saber, só quer mudar ser feliz enfim!
Diante das vitrines Laura se encanta, são peças coloridas, belas e finas, ela nem se dá conta de tanta beleza exposta, entra sorrindo, sentindo o cheiro da mudança, da vida que a espera pra brilhar, ali tem tudo que precisa pra mudar o visual, compra belas roupas, sai de lá carregada.
Vai a um salão completar sua mudança e sai outra mulher, outra Laura, bela e elegante, mas dentro dela a Laura antiga se corroi, se esmaga, não é isso que ela quer , não é disso que ela precisa, ela sabe que a ausência dele a deixou assim, ele a destroi cada dia, cada minuto que se passa, e ele disse com todas as letras acabou!
Não ela não vai ceder a saudade, ela vai ser feliz custe o que custar, ele morreu é isso, ela o mata dentro de si, assim ela segue vai a um cinema, depois jantar fora, mas só simplismente só?
Sim, ela não tem amigas, ele não queria que ela tivesse amigas, ele a controlova a dominava e mentia sempre, até ela descobrir todas as mentira e farsas, ele é um crápula Laura e crápulas não são merecedores de amor, nem de paixão, só e apenas de desprezo!
Assim ela segue na rua iluminada, com o coração aberto e a alma flutuando em busca de uma nova paixão!

Graça Tavares

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tudo é nada


Toda essa incerteza atormenta.
Quantas noites insones, buscas em vão, brigas sem sentidos, uma agonia desmedida e totalmente descabida.
Gastou se perfumes, cremes, palavras, salivas a toa, porque nessa de se entregar, se doar tudo é assim uma mistura caótica, desmenssurada, absolutamente cruel.
Jogos de sedução, maquiagens, lingeries, velas aromatizadas, uma canção, petalas de rosa, vinho suave é tudo tão mágico e encantador, que nos alucina e vamos indo, caindo nesse sonho.
Mas a serpente espreita, domina, ela é certeira e feroz, não se espanta, nem se encanta com toda essa magia em sua volta, nada distrai sua atenção, ela sabe esperar e dá o bote, com maestria e crueldade, sempre ali sem ser vista, mas presente!
O amor esse sim é real, é sentido e vivido com intensidade!
Toda essa angustia se faz plena quando chega se ao fim.
Quantas lágrimas perdidas, lamentos e mágoas, palavras sem sentidos, perdão, voltas sem voltas.
Nessa de se achar num vazio sem o outro, tudo é nada e nada é sempre o tudo que restou!

Graça Tavares

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Reta


Dificil é entender toda essa engrenagem da tal vida
essa astúcia do destino,ou quem sabe a maluquice é toda dela,vai saber, são tantos tropeços!
A máquina vida não para e ela nem percebe que os sons se alteram, as cores mudam, é tudo tão sem graça, sem medida, não tem saida ela vai na mesma reta, sem curvas, sem entradas é apenas a reta vazia, fria e absolutamente sem graça, o tempo é duro e atravessa seus limites.
Ela só pensa em você, e toda hora é o mesmo ritual, mas a sina é viver a sombra da vida sem vida,
ela segue distraida sem chamar atenção, sem ser percebida, não percebe o que acontece em sua volta, porque sua reta a domina e a enleva.
Ela vive por viver e nada altera sua gana de continuar viva-morta, sem sombra, sem sonhos!E tudo tão normal na sua vida cheia de modos e modas antigas e antiquadas, que ela apenas resiste aos seus modelos fantasma.
Ela revive a mesma farsa todos os dias, esperando alcançar o final da reta sem curvas,sem emoções, apenas reta!

Graça Tavares





segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Em metamorfose...Vampiras


_ Ai jesus misericordioso, tenha piedade de mim que sou tão insana!
Cada dia , cada hora sou alguém! nesse meio tempo sou ninguem, essas nuances de personalidade vem e vão...Hoje sou forte, amanhã estou frágil!
_ Ah, como seria se a vida fosse um filme?
_ Quem seria eu? Que personagem eu escolheria ou me seria dado?
_ Hum, nada de especial com certeza! Mas eu representaria bem, isso sim,eu faria com perfeição
a moçinha, ser moçinha é fácil ela só chora e não faz nada todos a paparicam!
_ Não eu quero ser a vilã! Essa sim, tem personalidade, ela tem que armar pra se dá bem, a coitada sofre, rala e ainda é odiada!
_ Acho que nem moçinha nem bandida! Devo continuar a ser nada como sou!
Eta que coisa mais sem graça,vagar pelos personagens da vida, se bem que toda mulher é uma atriz nata, é sério isso! um dia acordamos, bela, fatal aquela pronta pra sedução! No outro somos a mãe, a carinhosa, aquela que acolhe, ama e dá bons conselhos! Em outros acordamos a megera. a bruxa cheia de garras pra destruir o inimigo, é pura tpm, coisa de sangrar, somos as vampiras,as mau amadas,as ciumentas e claro as traidoras infames! quem confia nesse ser tão instável, inseguro e metamorfósico? Sei lá, apenas represento todos esses papéis na mais pura perfeição, eu e todas as mulheres, porque somos o "sexo frágil", as loiras burras, as ruivas insanas, as morenas fatais e ninguem percebe a força desse ser tão desprovido de inteligência e astúcia. Bom pelo menos temos a vantangem de sermos todas em uma e uma em todas, sem contar que a indústria da beleza virou aliada indispensável, é silicone,chapinhas, botox, progressivas,cremes de ouro,acessórios de brilhantes e claro o "sexo forte" pra pagar a conta, ainda estamos em ascessão, porque hoje escacaradamente podemos ser presidentes, chef de cozinha, caminhoneiras, atrizes pornõs e por que não? Podemos, podemos e podemos!Mas tem ai um bando de concorrentes, então garotas se esmerem, passem duas vezes na semana no salão de beleza, cuide bem da manicure e não esqueça a depilação, ah as fragrâncias são essênciais, os machos são bons farejadores!
Ótimos mentirosos e ainda dizem que nós somos falsas!
_ Ufa, essas reflexões são apenas loucuras do cotidiano. E eu mais uma louca perdida nele!
Por hoje chega, cansei de ser a escritora ou melhor a que tenta ser!!!

Graça Tavares

sábado, 1 de outubro de 2011

Creio em nós...


Frustrações, vida após vida é esse o tema, é essa a negaçao!
viver é arte, morrer é o tédio da vida.
creio em mim, creio em ti, não cremos em nada!
Sou fragmentos de almas perdidas numa vastidão sem sonhos!
És tudo em mim que sou nada em ti!
Nessas incongruências desmedidas sigo sem rumo, rumo ao teu caminho que se abre em dobro.
Quando me aproximo de ti, sou apenas uma metáfora!
Eis me aqui agora de joelhos, flutuando em tua órbita, sou a gueixa, tua queixa diária.
És meu Czar, o tormento incerto dos meus sonhos encantados.
E assim, nessa fábula desconexa, seguimos além do nada em busca do vazio que habitamos.
Somos fuligens de uma nuvem de incógnitas presas aos cigarros que nas madrugadas foram tragados sem discernimento.
Somos tu e eu ateus na arte de amar, seres obsoletos e esquecidos por nossos próprios pensamentos desbotados. Nada mais seduz nossa pobre existência, quando esse ato existir é mera conveniência e nós rastejamos pra sobreviver a deuses esquecido como tu e eu!
Nosso Olimpo é decrépito,sem beleza, sem vida. Já que viver é frustrante, o que virá após?
Seus desejos não me consomem e eu aqui nesse labirinto de emoções esqueço tua vulgaridade.
nada mais somos,apenas flutuamos num azul sem cor.

Graça Tavares